TRABALHO DOMESTICO

Anúncios

O que é a dívida?

O povo brasileiro sofre demais, em função da dívida pública, cujo estoque passou de 4 trilhões de reais (em dezembro de 2015, R$ 3,94 trilhões) e envolve despesa no orçamento federal, próxima a 1 trilhão de reais = 42% do total do orçamento.

2. Essa despesa equivale a 1/5 (um quinto ou 20%) do PIB, muito superior ao total dos investimentos públicos e privados realizados no País (14% do PIB). Se fosse eliminada, o Brasil poderia investir na economia e na infraestrutura econômica e social, percentual de 34% do PIB.

3. Essa dívida formou-se basicamente pela capitalização dos juros absurdamente altos que o cartel dos bancos exige do Banco Central para adquirir títulos do Tesouro: taxa SELIC mais margem, em torno de 3% aa., o que eleva a atual taxa efetiva para mais de 17% aa.

4. Assim, a dívida interna cresceu 30 vezes, de 1994 para cá. 1994 foi o ano do Plano Real, um conjunto de fraudes, entre as quais a de o “governo” de então proclamar que a moeda estava estabilizada e que dever-se-ia acabar com a correção monetária.

5. Em seguida, em 1995, as taxas SELIC, decretadas pelo Banco Central desse “governo” acumularam 53%. A dívida interna de R$ 136 bilhões em dezembro de 1994, chegou agora a R$ 4 trilhões.

6. A dívida externa voltou a subir e retornou a patamar muito alto (US$ 545,4 bilhões em dezembro de 2015), devido aos enormes déficits de transações correntes com o exterior, que acumularam US$ 337,9, de dezembro de 2010 ao final de 2015.

7. Além disso, o saldo dos investimentos diretos estrangeiros, US$ 1 trilhão, mais os investimentos estrangeiros em carteira, cerca de US$ 700 bilhões, elevam o passivo externo bruto a mais de US$ 2,2 trilhões (equivalente a R$ 8 trilhões, o dobro da dívida interna.)

8. A esse passivo externo ainda haveria que adicionar boa parte da dívida interna, detida por estrangeiros e brasileiros residentes no exterior. Diante disso, as reservas brasileiras (US$ 356,35 bilhões) e os investimentos brasileiros no exterior, cerca de US$ 400 bilhões (difíceis de retornar, em situações de crise) não significam situação confortável.

II – De onde vem a dívida pública brasileira?

9. Se não identificarmos as causas das dívidas que nos estão sugando, de nada adiantaria acabar com elas, mesmo um milagre as extinguisse. Por que? Porque não se removendo as causas, se estaria formando, em pouco tempo, nova dívida tendente a crescer exponencialmente, como aconteceu com a atual.

10. A dívida externa foi a primeira a surgir e a gerar crises tremendas no País, agravadas por arrochos violentos sob a direção do FMI.

11. Houve muitas dessas crises, desde o ponto de viragem para o subdesenvolvimento, decorrente da deposição do presidente Vargas, em 1954. A primeira, ao final do mandato de J. Kubitschek, 1960/61.

12. Essa, como as seguintes recorrentes, resultou da desnacionalização da economia, com a entrega aos carteis transnacionais dos mercados industriais do País, desde janeiro de 1955. Então, foram baixadas as Instruções da SUMOC, que propiciaram subsídios inacreditáveis, para esses carteis, donos de grandes empresas em grande número de países se apoderarem de nosso mercado industrial.

13. Esse crime contra o Brasil foi cometido pelo governo egresso do golpe de 1954, por militares pró-EUA e políticos da UDN. São raríssimos os economistas que atribuem importância, a tais modificações na política industrial e de capitais estrangeiros, aplicadas com entusiasmo e ampliadas, por JK, enganosamente tido por desenvolvimentista.

14. Ele adotou o falso conceito da CEPAL (Comissão para a América Latina das Nações Unidas), segundo o qual o importante era industrializar-se, sem se importar com quem controla o capital e a tecnologia das indústrias.

15. Resultado: sob JK e sob os governos militares, o País teve altas taxas de crescimento do PIB, por algum tempo, mas crescia errado. Por isso, o Brasil pagou caro demais: décadas perdidas, desde a dos anos 80. A dívida externa subiu de menos de US$ 1 bilhão em 1954, para US$ 90 bilhões em 1982.

16. Os falsos desenvolvimentistas jactaram-se da industrialização, mas mentiam, ou ignoravam que o Brasil se industrializava na primeira metade do Século XX, sem aporte significativo de investimentos diretos estrangeiros.

17. O modelo de “desenvolvimento dependente” é uma contradição em termos, uma impossibilidade. Promovendo e subsidiando os “investimentos” estrangeiros, causou fabulosos déficits externos, cujo financiamento, juntamente com os empréstimos públicos para apoiar esses “investimentos”, fez a dívida externa crescer exponencialmente.

18. A contradição foi defendida por FHC, no péssimo livro Dependência e Desenvolvimento na América Latina (coautoria com Enzo Faletto).

19. Por essas e outras provas de ser inimigo dos interesses nacionais, FHC foi conduzido pelo império anglo-americano à presidência da República, a fim de aprofundar o desastre da economia brasileira, com as privatizações, dando continuidade ao pacotão de leis antinacionais que Collor fez o Congresso aprovar em menos de dois meses.

20. Diziam promover a industrialização e garantiram que o País se desindustrializasse, consequência natural da desnacionalização da economia, em razão de: a) empobrecimento do Brasil com os arrochos acarretados pelas crises de dívida externa; b) praticarem os carteis transnacionais preços absurdos (múltiplos de mais de 3 do real custo de produção) e transferirem os lucros para as matrizes, através de vários mecanismos; c) concentrarem nas matrizes a produção dos componentes de maior valor agregado e conteúdo tecnológico.

21. O resultado é a industrialização, não apenas por ter o produto industrial caído a menos de 10% do PIB, mas por ser constituído, cada vez mais, por bens intensivos de recursos naturais e decrescente conteúdo tecnológico.

22. São tendências terríveis e que se manifestam também em termos do emprego, que decai tanto quantitativamente como do ponto de vista da qualificação.

Dr. Adriano Benayon

BRASIL: país mal criado, mal formado e mal resolvido!

A Justiça brasileira não é conhecida pela agilidade. Mas um processo que já dura 123 anos e continua sem previsão de terminar é demais até para os padrões nacionais. Ele foi movido em 1895, pela princesa Isabel, seis anos depois que a monarquia havia sido derrubada e a família real, expulsa do país. Neste momento, tramita no Superior Tribunal de Justiça (STJ), onde já está há nove anos.

O tamanho da causa ajuda a explicar a morosidade: a família real solicita a reintegração de posse do Paço Isabel. Era assim que o edifício era chamado no século 19. Atualmente, ele é mais conhecido como o Palácio Guanabara, que sedia o governo estadual do Rio de Janeiro.
Tudo começou em 1891, dois anos depois da proclamação da República. Primeiro, um decreto, de número 447, determinou a incorporação do paço Isabel. Os representantes legais da família, que se mantiveram no Brasil, se recusaram a entregar o edifício. O novo governo, então, solicitou a posse na Justiça. Perdeu.
Em 23 de maio de 1894, um grupo de militares ocupou (e saqueou) o palácio. A União ficou no local e pediu na Justiça a posse novamente. Mais uma vez, o Judiciário decidiu a favor da família. Um recurso levado ao Supremo Tribunal Federal (STF) foi também recusado. Mas o governo do marechal Floriano Peixoto desobedeceu a decisão e não deixou mais o palácio.

A família imperial moveu uma ação, no dia 25 de setembro de 1895, pedindo a reintegração da posse. Acabou derrotada – o caso foi julgado por Godofredo Xavier da Cunha, genro do líder republicano Quintino Bocaiúva. A família recorreu ao STF em 1897. A papelada desapareceu por décadas, sem explicação (supõe-se que tenha sido arquivada, de propósito ou não, no lugar errado). Em 1946, quando parte dos descendentes voltou a se instalar no Brasil, a família imperial apresentou um protesto, alegando que o antigo recurso não havia prescrevido. Em 1955, por via das dúvidas, entrou com uma outra ação.
Precedente grego
Em 1964, o processo de 1895 foi encontrado, finalmente. Demorou mais alguns anos, mas os dois casos, este e o de 1955, passaram a tramitar juntos. Antes de chegar ao STJ, os dois processos, que têm os números 1149487 e 1141490, foram negados pelo Tribunal Regional Federal (TRF) da 2ª Região.
“O palácio pertencia ao patrimônio privado da princesa Isabel e de seu marido, o conde d’Eu”, diz Guilherme de Faria Nicastro, advogado e autor de estudo sobre essa polêmica. Ele lembra que a construção foi comprada pela família com o dinheiro do dote pago pelo Estado, como previa a Constituição da época.
Existe um entendimento de que, ao ceder o dote [para a compra do Palácio Guanabara], a União atuou como entidade privada e não poderia reaver os valores. Nesse caso, mudanças políticas não deveriam interferir no direito privado, diz.
A União discorda. Alega que os 300 contos de reis dados a Isabel como dote por ocasião de seu casamento (o palácio foi comprado por 250) deveriam ser usados para comprar uma residência da princesa e que, no momento em que ela deixou de ser uma autoridade real no Brasil, o edifício deveria ser devolvido. E há também uma discussão, que se estendeu por toda a década de 1970, sobre o fato de o pedido da família ter ou não prescrevido. Finalmente, foi decidido que ele ainda é válido.
Agora, o caso continua caminhando, muito lentamente, no STF. Para Guilherme Nicastro, existe uma alternativa: recorrer à Corte Interamericana. O último rei da Grécia, Constantino II, adotou estratégia parecida ao recorrer à Corte Europeia de Direitos Humanos e, em 2000, venceu. O governo grego pagou a ele 12 milhões de euros por três propriedades tomadas da família imperial em 1967.
Construído pelo português José Machado Coelho a partir de 1853, em um local que desde o século anterior fazia parte de uma chácara, o atual Palácio Guanabara era uma residência particular até ser comprada pela família imperial. A princesa Isabel e o esposo o transformaram em sua residência no Rio de Janeiro em 1865, e posteriormente o Conde d’Eu adquiriu de seu próprio bolso alguns terrenos à volta.
O prédio abrigou a residência oficial dos presidentes da república entre 1926 e 1947. Desde então e até a inauguração de Brasília, sediou a prefeitura do Distrito Federal. Depois, passou a abrigar o governo estadual.
Indenização dividida
Caso vença a ação, a família pode pedir uma indenização a ser calculada por perícia, depois do processo – há quem especule que o valor poderia estar na casa dos R$ 300 milhões. Os beneficiados seriam todos os descendentes vivos de Isabel. Neste momento, eles somam dezenas de pessoas, entre bisnetos, trinetos e tataranetos, vindos de dois filhos da princesa, Pedro e Luís. Apenas o palácio está em discussão, ainda que o terreno, originalmente, fosse muito maior e incluísse o local onde hoje está o estádio de futebol do Fluminense.
Confira: Estado congestiona o Judiciário no país. Quem perde é o cidadão
Mas por que, afinal, tanta polêmica em torno do Palácio Guanabara? A família imperial não ocupava outros edifícios? Sim, é claro. Mas a maior parte deles não havia sido comprada pela família. “O Paço Imperial, por exemplo, pertencia ao estado, era um edifício público. A família real não reclamou sua posse”, diz Guilherme Nicastro.
Já a coroa de Dom Pedro I, por exemplo, foi mantida com a família por decisão judicial. Afinal, havia sido feita com joias que pertenciam aos nobres, e não ao Estado. Ela seria depois adquirida pelo governo de Getúlio Vargas para ser exibida. O mesmo aconteceu com a fazenda da família em Petrópolis, que permaneceu na posse dos descendentes de Dom Pedro II, até que a família doou o espaço para a construção de um museu. Em quase todos os outros muitos casos, o governo republicano deu a Dom Pedro II dois anos para leiloar todo o patrimônio de sua família no Brasil, coisa que de fato foi feita.
O caso do Palácio Guanabara seguiu um rumo diferente, até pela importância que o edifício ganhou com o passar do tempo.
‘Há doses de incompetência e de má vontade, pois o processo ficou parado por 67 anos’, diz o historiador Gunter Axt, que pesquisa a história do Judiciário no país. ‘No passado, a Justiça esteve mais atrelada aos governantes, então, podia ser conveniente em certos contextos que algumas decisões se arrastassem’.
A eficiência e a independência dos tribunais vêm aumentando, ele alega, mas ainda aparecem, aqui e ali, julgamentos bastante atrasados.
“Por incrível que pareça, esse não é um caso tão isolado assim. O inventário do comendador Domingos Faustino Corrêa, por exemplo, tramitou na Justiça Comum do Rio Grande do Sul por 107 anos”. O comendador morreu em 1873 e seus descendentes passaram mais de um século discutindo seu espólio.
Em relação ao palácio no Rio de Janeiro, a disputa é resultado da mudança brusca de sistema político.
“A chamada proclamação da república foi um golpe de estado detonado por uma quartelada. E não foi incruento, ou pacífico, como se contou por décadas nas escolas”, diz Gunter Axt. “Os militares eram desde 1850 a vanguarda da nação, porque defendiam a abolição da escravatura e a industrialização do país. Mas ao chegarem ao Poder, provocaram uma catástrofe. Não se administra um país complexo como se gere um quartel. Estamos até hoje pagando o preço daquela aventura. Esse processo judicial de 120 anos é tão somente uma face pitoresca da tragédia”.

Tiago Cordeiro

O atordoante custo da Revolução Russa

Ao que tudo indica, o presidente russo Vladimir Putin gostaria de ignorar a Revolução Bolchevique, que completou 100 anos este mês (ela ocorreu no dia 25 de outubro de 1917 pelo calendário juliano ou 7 de novembro pelo calendário gregoriano). Segundo a imprensa, Putin disse aos seus conselheiros que seria desnecessário comemorar a ocasião.
Sábia decisão. Não há nada do que se orgulhar nesta data.
Começou com a Revolução de 1917
Os horrores do socialismo do século XX — de Lênin, Stalin, Fidel Castro, Mao e Pol-Pot — são frutos de 1917.
Setenta anos antes, Marx e Engels previram que a derrubada da burguesia requereria muita violência e “uma ditadura do proletariado […] para eliminar os eventuais resquícios de elementos capitalistas.”
Lênin conduziu esta “eliminação” recorrendo ao terror indiscriminado, assim como os socialistas russos haviam feito antes dele e outros continuariam fazendo após sua morte.
O falecido Rudolph Rummel, o demógrafo perito em contabilizar todos os homicídios em massa causados por governos, estimou o total de vidas humanas dizimadas pelo socialismo do século XX em 61 milhões na União Soviética, 78 milhões na China, e aproximadamente 200 milhões ao redor do mundo. Todas essas vítimas pereceram de inanições causadas pelo estado, coletivizações forçadas, revoluções culturais, expurgos e purificações, campanhas contra a renda não-merecida, e outros experimentos diabólicos envolvendo engenharia social.
Em termos de monstruosidade, esse terror simplesmente não encontra paralelos na história humana.
O golpe dado por Lênin no dia 7 de novembro de 1917, o dia em que o governo provisório de Kerensky caiu perante as forças bolcheviques, abriu uma nova etapa na história humana: um regime de escravidão do povo. Marx e Engels haviam definido o socialismo como “abolição da propriedade privada”. Na prática, o componente mais fundamental da propriedade privada — a propriedade do indivíduo sobre si próprio — foi o primeiro a ser abolido.
O planejamento econômico coletivista deu início à coerção, à violência generalizada e aos homicídios em massa.
Destruição no atacado
Os maiores alvos dos marxistas sempre foram a família, a religião e a sociedade civil — obstáculos institucionais à imposição do estado onipotente. Com os bolcheviques no poder, Lênin se dedicou com ímpeto à destruição destas instituições.
O assassinato de crianças se tornou uma norma após Lênin ter ordenado a execução do czar Nicolau II, de sua mulher Alexandra e de seus cinco filhos. Milhões de famílias foram capturadas, presas e coercivamente realocadas para as remotas e desabitadas regiões da Sibéria e do Cazaquistão. Durante a jornada ao exílio, centenas de milhares de crianças morreram enfermas ou de inanição, sendo enterradas em volumosas covas coletivas sem qualquer identificação.
Em 1935, Stalin introduziu o Artigo 12 do Código Criminal da URSS, o qual permitia que crianças a partir de 12 anos de idade pudessem ser condenadas à morte ou encarceradas como adultas. Esta “lei” foi criada visando especificamente às crianças órfãs das vítimas do regime, sob a crença de que, se os pais eram “reacionários”, então seus filhos também seriam. Várias dessas crianças, cujos pais haviam sido encarcerados ou executados, eram conhecidas como bezprizorni, isto é, crianças de rua. Elas foram enviadas para celas imundas e desguarnecidas localizadas em gulags selvagens e violentos, onde foram misturadas a perigosos criminosos. Nestas celas, as crianças eram brutalizadas e estupradas tanto pelos guardas quanto pelos criminosos comuns.
A União Soviética foi o primeiro estado a ter como objetivo ideológico e prático a eliminação da religião — ou, em outras palavras, o extermínio físico de pessoas religiosas. Com o decreto de Lênin de 20 de janeiro de 1918, deu-se início à estatização das propriedades eclesiásticas: igrejas, catedrais, capelas, pátios das igrejas e todos os edifícios pertencentes a igrejas foram espoliados e saqueados, e todos os itens valiosos (ouro, prata, platina, quadros, ícones, artefatos históricos) foram ou roubados por comunistas ou vendidos ao Ocidente via burocratas do governo, simpatizantes comunistas, e até mesmo viajantes simpatizantes do regime, como o magnata americano Armand Hammer, que conheceu Lênin em 1921.
Ser religioso na União Soviética quase sempre significava uma sentença de morte. O objetivo era o monopólio completo e absoluto do estado sobre as idéias e o espírito das pessoas. E a maneira de fazer isso era por meio da imposição de uma religião secular, o socialismo. Praticamente todos os clérigos e milhões de devotos de todas as religiões tradicionais foram ou fuzilados ou enviados para campos de trabalhos forçados. Seminários foram fechados e publicações religiosas, proibidas.
O marxismo-leninismo almejava ser um “socialismo científico”, capaz de apresentar a explicação universal para a natureza, a vida e a sociedade. No entanto, quaisquer desvios em relação a esta ideologia, especialmente o uso de métodos da tradicional ciência “burguesa”, eram punidos com morte. A perseguição aos cientistas não alinhados — que deu origem ao lysenkoismo — acabou se degenerando em um verdadeiro genocídio da classe. E a ciência russa, que até então havia prosperado aceleradamente, entrou em rápido declínio.
Um fracasso abjeto
Em dezembro de 1991, após setenta e quatro anos de caos, destruição e miséria, a Revolução Bolchevique fracassou e finalmente foi oficialmente abolida. O país mais extenso da terra, repleto de abundantes recursos naturais de todos os tipos, não mais conseguia nem sequer suprir as necessidades básicas de seus cidadãos.
Sem propriedade privada sobre os meios de produção, sem uma economia de mercado com um sistema de preços livres, e sem ter como fazer cálculo de lucros e prejuízos, o arranjo simplesmente não tinha como alocar racionalmente recursos escassos.
O mais lamentável é que tudo isso era perfeitamente evitável. Ainda em 1920, Ludwig von Mises já havia demonstrado de maneira até hoje irrefutável que o socialismo, além de utópico, era um esquema ilógico, antieconômico e impraticável em sua essência. Ele é impossível e destinado ao fracasso porque desprovido da fundamentação lógica da economia: o socialismo não fornece meio algum para se fazer qualquer cálculo econômico objetivo — o que, por conseguinte, impede que os recursos sejam alocados em suas aplicações mais produtivas.
E a efetiva implantação prática do socialismo mostrou a total validade da análise de Mises. O socialismo tentou substituir bilhões de decisões individuais feitas por consumidores soberanos no mercado por um “planejamento econômico racional” feito por uma comissão de iluminados investida do poder de determinar tudo o que seria produzido e consumido, bem como quando, como e quem faria a produção e o consumo. Isso gerou escassez generalizada, fome e frustração em massa. Quando o governo soviético decidiu determinar 22 milhões de preços, 460.000 salários e mais de 90 milhões de funções para os 110 milhões de funcionários do governo, o caos e a escassez foram o inevitável resultado. O estado socialista destruiu a ética inerente ao trabalho, privou as pessoas da oportunidade e da iniciativa de empreender, e difundiu amplamente uma mentalidade assistencialista.
O socialismo produziu monstros como Stalin e Mao Tsé-tung, e cometeu crimes até então sem precedentes contra a humanidade, em todos os estados comunistas. A destruição da Rússia e do Camboja, bem como a humilhação sofrida pela população da China e do Leste Europeu, não foram causadas por “distorções do socialismo”, como os defensores dessa doutrina gostam de argumentar. Elas são, isto sim, a consequência inevitável da destruição do mercado, que começou com a tentativa de se substituir as decisões econômicas de indivíduos livres pela “sabedoria dos planejadores”.
O fracasso do socialismo não depende da cultura, da época ou da localização das vítimas. Vai da Alemanha à Venezuela; de Cuba ao Camboja; da Coreia à Nicarágua. O socialismo já é falho em seu núcleo: a propriedade “coletiva” dos meios de produção. Sendo assim, não há como criar uma versão funcional e produtiva do socialismo em lugar nenhum do mundo.
Na prática, os problemas teóricos do socialismo geram convulsões sociais e protestos, os quais são combatidos com rigor pelas forças policiais do estado, resultando em uma carnificina maior que a de todas as guerras oficiais já travadas no mundo. Quando o povo se torna faminto e infeliz, é impossível o estado sobreviver caso esse povo saiba que há pessoas em outros lugares do usufruindo uma vida muito melhor. Por isso, os estados comunistas recorrem à propaganda, à desinformação e à censura para fazer com que uma já cativa população fique ainda mais confusa e submissa.
Infelizmente, em 1920, o entusiasmo pelo socialismo era tão forte, principalmente entre os intelectuais ocidentais, que os alertas de Mises foram totalmente ignorados. E a humanidade pagou caro por isso.
A ameaça sempre existe
Tendo por base minha própria vida na União Soviética, período esse que acabou no mesmo ano em que Vladimir Putin relatou aos seus chefes do KGB o colapso do Muro de Berlim, posso apenas atestar toda a validade da declaração feita por Ludwig von Mises de que o socialismo equivale a uma “revolta contra a economia”.
E, no entanto, o socialismo ainda possui milhões de simpatizantes no Ocidente. Muitos acreditam que o socialismo é bom, e que o comunismo, o fascismo e o nazismo é que são violentos e anti-democráticos. A mentalidade anticapitalista gerou homicídios em massa em todos os países socialistas, e segue gerando sofrimento até hoje nos locais em que ainda é experimentado.
A União Soviética já acabou, assim como as enormes estatuas de Marx e Lênin que literalmente emporcalhavam várias cidades do Leste Europeu. Porém, idéias têm consequências, e nenhum outro corpo de idéias atraiu um número maior de seguidores devotos do que o marxismo-leninismo.
Se o poderoso argumento da impossibilidade do cálculo econômico sob o socialismo e a astronômica carnificina gerada por esse regime ainda não foram capazes de desanimar a esquerda em suas reiteradas exortações por mais socialismo, então nada mais o fará.
Há um aforismo russo que diz: “A única lição da história é que não aprendemos nada com a história”. Para um enorme número de pessoas — que continuam ignorando que o socialismo é uma ideia falida e mortal, tanto na teoria quanto na prática — isso nunca foi tão verdadeiro.

Yuri N. Maltsev foi um dos economistas da equipe de reforma econômica de Mikhail Gorbachev antes de desertar para os Estados Unidos, em 1989. Foi o editor de Requiem for Marx e leciona economia no Carthage College.

 

 

O assassinato do Cabo Wilson SIMONAL

Talento extremamente promissor, com controle de palco e público incríveis, Wilson Simonal foi destruído pela esquerda ainda no início de sua carreira. O artista descobriu seu dom para a música no Exército Brasileiro, de onde, a contragosto de sua mãe, deu baixa como CABO.
No ano de 1968 a música SÁ MARINA interpretada por Simonal foi bem mais tocada que músicas de Roberto Carlos, Milionário de Os Incríveis e Pra Não dizer que falei das Flores, de Vandré, considerado o “hino” dos anos 60.
1º Hey Jude – Beatles
2º Viola Enluarada – Marcos Valle & Milton Nascimento
3º Baby – Gal Costa & Caetano Veloso
4º Sá Marina – Wilson Simonal
5º Love Is Blue – Paul Mauriat
6º Light My Fire – Jose Feliciano
7º Se Você Pensa – Roberto Carlos
8º MacArthur Park – Richard Harris
9º Pata Pata – Miriam Makeba
10º Tenho Um Amor Melhor Que o Seu – Antonio Marcos
Simonal fez dueto com Sarah Vaughan e inspirou Steve Wonder a gravar Sá Marina em inglês. Ouça abaixo a gravação original de Sá Marina. Alguns dizem que arranjo e interpretação são tão perfeitos que é possível imaginar claramente a jovem Marina descendo a ladeira, faceira, com sua saia branca.

O artista já na época mostrava personalidade ao tocar sem medo e sem se fazer de pobre coitado em temas polêmicos como a discriminação racial que havia no Brasil e exterior. Como foi feito na canção que compôs para o reverendo Luther King (Tributo a Martin Luther King) e em outra obra onde dizia “meu cabelo é duro, meu nariz é chato… negro sem cultura vai ganhar bebida… eu sou preto, negro, negro, mas por Deus, também sou gente“.
Simonal era daqueles que resolvia as coisa como “sujeito homem” e cometeu uma besteira, mandou uns conhecidos dar um “sacode” em um contator do qual suspeitava, um dos agressores era ligado ao Dops. Depois disso a coisa foi de mau a pior, logo caiu nas mãos da esquerda, que à época já dominava a grande mídia e principais veículos de comunicação.

A mídia caiu em cima em peso sobre Simonal, que logo foi acusado de ser um colaborador, um informante dos MILITARES, a coisa cresceu muito rápido, apareceram testemunhas que confirmaram que ajudava a repressão e isso bastou para que fosse transformado em inimigo de toda a classe artística. Foi um justiçamento sumário, sem direito de defesa. O artista teve que se mudar rapidamente da Zona Sul carioca e foi morar em São Paulo, a vizinhança esquerdista não o deixava em paz.
Juntou-se mais coisas às acusações, procurou-se mais “indícios” e repentinamente Simonal era direitista, ufanista ou defensor dos militares até porque ele cantava a música Moro Num País Tropical. Naquele tempo, dizer-se Brasileiro, dar sinais de patriotismo, era considerado por alguns como algo ligado ao militarismo.
Para alguns Simonal ajudava os militares “distraindo as massas”.
O cantor não era engajado politicamente, era negro, filho de pobre, gostava de ostentar… e, o pior de tudo – era extremamente ingênuo – bastou uma brecha para que a esquerda inquisidora o linchasse.
Quem tem menos de 50 anos de idade talvez de lembre do Wilson Simonal dos anos 80 como uma figura meio engraçada que vez por outra ganhava uma oportunidade em algum programa de auditório de segunda linha, quase sempre com um aspecto “alcoolizado”. Poucos sabem, mas nessa época ele já tinha sido julgado, condenado e surrado pela intelligentsia esquerdista, que o isolou completamente, vetando-lhe os palcos, que tanto amava. Era assim mesmo que eu o via até ouvir sua interpretação de Sá Marina gravada em 1967 e investigar o por quê de tão grande talento não ter se tornado um dos maiores cantores desse país.
No final de sua vida o cantor procurou programas de TV para mostrar uma certidão emitida pela Presidência da República que provava que nunca foi informante da “repressão”. Nas raras oportunidades que teve era perceptível a ansiedade ao explicar que os papeis provavam que ele nunca foi do DOPS ou sequer atuou como informante daquele órgão.
Ninguém vai se desculpar, a esquerda jamais assume o papel de algoz, sempre será a vítima.

O “assassinato” de Wilson Simonal fez-nos perder um grande intérprete, além dos danos pessoais e à família, impossíveis de ser reparados.
Quantos jovens talentosos são podados ainda no início de suas carreiras por não adotar posturas exigidas pela intelligentsia e classe artística autoritária desse país? Com certeza muitos.

Robson Augusto / Militar R1 – Cientista Social – Jornalista

Prêmio Nobel da Paz para Adolf Hitler

Em Israel e na Grã-Bretanha acontece um grande debate na mídia sobre um novo livro surgido na Inglaterra, enquanto nos Estados Unidos e Alemanha reina o completo silêncio sobre esta obra extraordinária e que desvenda alguns paradigmas da Segunda Guerra.

Lobby do Holocausto® ameaçado pelas novas descobertas
Trata-se do livro do renomado historiador inglês da Marinha, Peter Padfield, que comprova em mais de 480 páginas todos os esforços de Adolf Hitler para selar a paz com a Grã-Bretanha em 1941. Padfield constata que a oferta de paz de Hitler foi sabotada pelo primeiro-ministro Winston Churchill.

padfield_hess

                                     Hess foi atraído por Churchill a uma armadilha,
pois Hitler queria a paz com a Inglaterra.
Este livro é boicotado na Alemanha

A agência de notícias israelita – Ynet, assim como ambos os periódicos ingleses – The Daily Telegraph e o The Daily Mail reportaram abalados sobre estas revelações sensacionais. Trata-se de revelações que levarão à necessidade de reescrever a historiografia “oficial” da Segunda Guerra Mundial. Este livro comprova aquilo que historiadores revisionistas independentes já escreveram e afirmaram há vários anos.
Em seu livro Hess, Hitler e Churchill – Um real divisor de águas da Segunda Guerra Mundial. Uma história secreta, o renomado autor Padfield reforça a tese de que a “lendária missão de paz” do fiel substituto de Hitler, Rudolf Hess, em maio de 1941, de fato foi aprovada por Hitler. Em seu voo até a Escócia, Hess tinha consigo uma oferta de Hitler, a qual previa que as tropas alemãs seriam retiradas das áreas ocupadas na Europa Ocidental e, em contrapartida, a Inglaterra apoiaria o iminente ataque alemão contra a União Soviética. O momento exato do ataque, ou seja, cinco semanas após o voo da paz de Hess, foi declarado abertamente na oferta de paz de Hitler à Inglaterra.
A oferta de Hitler foi redigida na linguagem formal de um tratado de paz e datilografada no papel de carta da chancelaria. Ela garantia a independência da Grã-Bretanha e previa uma amistosa neutralidade entre as duas nações. Exatamente aquilo que Hitler já propunha há muito tempo.
Embora, como salientou o Telegraph, a viagem de Hess tenha sido estampada como a “missão solitária de um homem perturbado mentalmente”, mas que já foi refutada há anos por autores independentes (fato este, como de costume, ignorado e boicotado pela grande mídia de massa, além do boicote às informações através da não publicação de documentos secretos). Hitler decidiu pelo silêncio ao invés de revelar que tinha ciência da missão de paz, caso ela fracassasse. Isso ele tinha combinado com Hess.
Após Hess ter deixado seu avião após o pouso forçado, ele aguardava algum enviado do governo que, como supunha Hess, o levasse para as negociações de paz. Mas vieram apenas os agentes de Churchill que o levaram como prisioneiro. Desde então, Hess passou 46 anos em uma solitária como preso de guerra dos aliados. O conteúdo da proposta de paz que Hess carregava consigo foi classificado como altamente secreto pelo governo de Churchill.
Padfield comprova que Hess foi vítima de uma operação secreta britânica, que foi aprovada não apenas por Churchill, mas também concebida para atrair o ativista da paz para a Grã-Bretanha.
Cada alemão que se tornou culpado difamando o povo alemão, certamente ele prestará contas diante do tribunal. Aqui segue um exemplo para engrossar a lista de culpados para elaboração da peça de acusação, assim que retornarmos a viver em um Estado de Direito:
Quando ele esteve em Hamburgo há um ano e meio atrás, Joe Sacco iniciou uma busca por algum memorial das vítimas do ataque aéreo durante a Segunda Guerra Mundial. Ele não encontrou nenhum. Isso surpreendeu o americano nascido em Malta, em 1960, pois ele sabia que esta cidade sofreu muito com um ataque aéreo, em julho de 1943. A explicação de seu amigo alemão que, à vista do assassinato bem pior dos judeus, raramente encontrar-se-ia na Alemanha um memorial de destaque para as poucas vítimas do bombardeamento aéreo, não foi aceita por Sacco. Devemos lembrar todos aqueles que caíram vítimas da loucura do século vinte.” [FAZ, 31/12/2013, pág. 32]
Padfield descreve aquilo que outros caracterizam como “crucificação”, uma operação planejada e executada pelo serviço secreto britânico. O serviço secreto britânico pode apresentar uma longa e bem sucedida tradição em tais complôs.
Segundo Padfield, sua fonte é um acadêmico inglês cujo nome não foi mencionado, e que teve que traduzir a proposta de paz para Churchill, embora Hess possuísse também uma tradução para o inglês. Todavia, Churchill queria uma tradução proveniente de seu círculo de operações.
Como relatou o Telegraph, “não existe qualquer indicação nos arquivos oficiais sobre a proposta de paz de Hitler, embora esse assunto seja conhecido há muito tempo”. Padfield acredita que a proposta de paz de Hitler não foi ainda liberada, apenas para que a reputação de personalidades históricas não seja prejudicada. Importante: Padfield apresentou também outras provas que comprovam a existência da proposta de paz de Hitler. Padfield está de posse da instrução que ordena manter sob sigilo tal proposta de paz.
Padfield aponta que Churchill teria que tomar “uma decisão moral”, recusando a proposta de paz de Hitler. Ele conclui que Churchill estava possuído de uma vontade ardente em conduzir uma guerra contra Hitler e envolver os Estados Unidos no conflito.
Ao contrário desta tese, críticos de Churchill apontam que a vontade deste em promover uma guerra contra Hitler – ao contrário do desejo do povo inglês e da família real, que eram contrários à guerra – é explicado pelo fato de Churchill estar falido anos antes e até mesmo chegado ao ponto de ter perdido a tradicional casa familiar, mas teria sido libertado de suas dívidas por um grupo financeiro judaico, conhecido como “der Focus”. Por isso Churchill foi obrigado a fazer a política deste grupo.
Caso a missão de Hess fosse revelada, escreve Padfield, os planos bélicos de Churchill teriam desmoronado.
Diante do Tribunal de Nuremberg após o final a guerra, Hess foi condenado como “criminoso de guerra”, embora ele não pudesse ter cometido qualquer crime de guerra, pois se encontrava no cativeiro britânico durante a guerra.
Condenado à prisão perpétua, Hess morreu na prisão de Spandau em 1987. Oficialmente a causa de sua morte foi declarada como suicídio, embora novas provas mostrem que (aquilo que muitos já sabiam há muito tempo) o ancião foi na realidade assassinado por agentes do serviço secreto britânico.

Michael Collins Piper
National Journal