Por que é preciso privatizar as estatais – e por que é preciso desestatizar as empresas privadas

“No Brasil, empresa privada é aquela que é controlada pelo governo, e empresa pública é aquela que ninguém controla.”  – Roberto Campos (1917-2001)

O saudoso Campos tinha razão. O Brasil é um país em que campeiam solene e impunemente o furor arrecadador, o cartório regulatório e as descomunais estatais. Basta um rápido passeio na Internet para perceber isso.
A primeira e despretensiosa pesquisa nos informa que existem, atualmente, nada menos que 146 empresas estatais no âmbito federal (até pouco tempo eram 149, sendo que 3 foram incorporadas pela Petrobras). No nível estadual — e a lista está, seguramente, incompleta — há, apenas para ficarmos com os cinco estados que a página consultada registra, 8 no Ceará, 5 no Espírito Santo, 13 em Minas, 2 no Paraná, 2 no Rio de Janeiro, 22 no Rio Grande do Sul, 7 no Rio Grande do Norte, 3 em Santa Catarina e 9 em São Paulo.
Pela dificuldade de encontrar uma informação completa e confiável, deixemos de lado as municipais, sem nos esquecermos, no entanto, de que há no Brasil 5.564 prefeituras, uma exorbitância que faz com que, no dizer dos críticos, o país não caiba dentro de seus municípios.
É ou não uma quantidade de causar perplexidade?
Segundo o Departamento de Coordenação e Controle das Empresas Estatais (Dest) do Ministério do Planejamento, em 1980, tempo em que o nacionalismo dos governos militares criou estatais aos borbotões, o país tinha 213 dessas empresas, passando esse número, após um breve período em que ameaçou vicejar entre nós um rasgo de racionalidade, para 186 em 1990 e para 103 em 2000. A partir de 2003, no entanto, a ideologia (e hoje, como podemos acompanhar diariamente, também as facilidades para a corrupção que as estatais oferecem) readitivou a criação e, em alguns casos, a recriação desses monstrengos, até atingirem a abundante quantidade atual.
Mas há alguma esperança.
O presidente interino Michel Temer tem afirmado recentemente que é necessário privatizar “tudo o que for possível”. É o caso de dizer, como meu pai gostava de fazê-lo, que Deus o ajude! No entanto — vale acrescentar —, para que tal aconteça, é preciso vontade e esforço.
Empresas estatais são uma contradição prática
A expressão “empresa estatal” já abriga, por si só, um conflito, uma contradição, uma incoerência, porque se quisermos falar de uma empresa de verdade, definida — de acordo com a concepção da Escola Austríaca — como a aglutinação de fatores de produção com o fim de executar uma dada atividade empreendedora, ela não pode ser estatal.
E, se considerarmos uma organização econômica constituída pelo estado para explorar a mesma atividade, essa organização pode ser qualquer outra coisa, mas nunca será uma empresa.
A própria etimologia da palavra empresa vem em nosso auxílio: do latim prehensus, que significa empreendimento. Em outras palavras, em uma economia verdadeiramente de mercado, em que a atividade empreendedora seja sua força-motriz, não há qualquer espaço para empresas do estado, pois não existe algo como “empreendedorismo de estado”.
Em primeiro lugar, em qualquer empresa que tenha como seu maior acionista o Tesouro nacional, a rede de incentivos funciona de maneiras um tanto distintas.  Eventuais maus negócios e seus subsequentes prejuízos ou descapitalizações serão prontamente cobertos pela viúva — ou seja, por nós, pagadores de impostos, ainda que de modos rocambolescos e indiretos.
Mais: uma empresa ser gerida pelo governo significa que ela opera sem precisar se sujeitar ao mecanismo de lucros e prejuízos.
Todos os déficits operacionais serão cobertos pelo Tesouro, que vai utilizar o dinheiro confiscado via impostos dos desafortunados cidadãos. Uma estatal não precisa de incentivos, pois não sofre concorrência financeira — seus fundos, oriundos do Tesouro, em tese são infinitos.
Por que se esforçar para ser eficiente se você sabe que, se algo der errado, o Tesouro irá fazer aportes?
Uma empresa que não é gerida privadamente, que não está sujeita a uma concorrência direta, nunca terá de enfrentar riscos genuínos e nunca terá de lidar com a possibilidade de prejuízos reais. Logo, é como se ela operasse fora do mercado, em uma dimensão paralela.
O interesse do consumidor — e até mesmo de seus acionistas, caso a estatal tenha capital aberto — é a última variável a ser considerada.
Como mostram os esquemas de propinas em licitações, estatais não operam de acordo com os sinais de preços emitidos pelo mercado.  Elas não operam segundo a lógica do sistema de lucros e prejuízos.  Se uma empresa genuinamente privada se dispusesse a pagar um preço mais alto que o de mercado para contratar empreiteiras para fazer obras, seu capital (patrimônio líquido) seria destruído, seus acionistas se desfariam de suas ações, o valor de mercado da empresa despencaria e, na melhor das hipóteses, ela teria de ser vendida para outros controladores “a preço de banana”.
Assim como o governo não é capaz de saber se deve construir a estrada A ou a estrada B, ou se deve “investir” em uma estrada ou em uma escola, ele também não sabe se deve produzir mais eletricidade, ou se deve prospectar mais petróleo, ou se deve alterar seu serviço de entrega de cartas. (Por isso, os Correios estão pedindo um aporte de R$ 6 bilhões ao Tesouro Nacional).
Com efeito, não há como o governo saber o quanto deve gastar em todas as suas atividades em que está envolvido.  Simplesmente não há maneira racional de o governo alocar fundos ou mesmo decidir o quanto ele deve ter.
O sistema de lucros e prejuízos serve como guia crítico para direcionar o fluxo de recursos produtivos.  Tal guia não existe para o governo, que não possui uma maneira racional de decidir o quanto de dinheiro ele deve gastar, seja no total ou em algum setor em específico.
Por não ter uma racionalidade, uma preocupação com lucros e prejuízos, as estatais sempre acabam seguindo os caprichos do governo do momento, cujos políticos do partido estão em seu comando.  Consequentemente, estatais sempre estarão sob os auspícios de uma gente cujo horizonte temporal é de no máximo quatro anos, e inevitavelmente se transformarão em fábricas de desperdício, ineficiência, confusão e ressentimento.
Em uma sociedade de pessoas livres, a quem Hayek atribuiria as palavras gregas Nomos e Cosmos, o número certo de empresas estatais deve ser zero.
As dificuldades
Por que, então, é tão difícil privatizar empresas do estado? Não há necessidade de coçarmos a cabeça antes de responder.
Primeiro, porque empresas estatais representam uma porta permanentemente aberta para políticos indicarem protegidos ou vassalos para ocuparem cargos em sua direção, como atesta a velha tradição patrimonialista.
Apenas pense: por que os políticos disputam acirradamente o comando das estatais?  Por que políticos reivindicam a diretoria de operações de uma estatal?  Que políticos comandem ministérios, vá lá.  Mas a diretoria de operações de estatais é um corpo teoricamente técnico.  Por que políticos?  Qual a justificativa?
Simples: é nas estatais que está o butim.  As obras contratadas por estatais são mais vultosas do que obras contratadas por ministérios.  O dinheiro de uma estatal é muito mais farto.  E, quanto mais farto, maior a facilidade para se fazer “pequenos” desvios.
Isso, e apenas isso, já é o suficiente para entender por que políticos e sindicalistas são contra a privatização de estatais.  Estatais fornecem uma mamata nababesca.
Outro pretexto para justificar a existência de empresas estatais é que elas seriam “patrimônio público”. Mentira! A expressão propriedade pública significa, pura e simplesmente, que aqueles determinados funcionários públicos que estão eventualmente no poder são aqueles que a “possuem”, especialmente os que ocupam postos mais elevados na hierarquia política e que a dirigem de acordo com seus interesses individuais.
Quando políticos e sindicalistas gritam “o petróleo é nosso”, “o minério de ferro é nosso”, “a telefonia é nossa”, “a Caixa é nossa”, saiba que eles estão sendo particularmente honestos: aquele pronome possessivo “nosso” se refere exclusivamente a “eles”, os únicos que ganham com todo esse arranjo.
Já o “público” não possui qualquer fração da propriedade. Tente, por exemplo, entrar no prédio de uma estatal qualquer, sem se identificar na portaria, ser fotografado e ter que colar na lapela do seu blazer aquele adesivo onde está escrito “visitante”. Logo, você não é dono dela.
Em terceiro, há também obstáculos gerados por teorias econômicas equivocadas que defendem que o desenvolvimento de economias atrasadas só pode acontecer se for “induzido” pelo estado, sem se importarem com o fato histórico de que as economias desenvolvidas de hoje eram as economias atrasadas de ontem e que somente lograram se desenvolver porque não se valeram daquela pretensa indução e, portanto, porque as deixaram operar sem empresas estatais para “induzir” o desenvolvimento.
Outro argumento, esse típico da mistura do nacionalismo xenófobo com a teoria marxista da exploração, é de que essas empresas seriam garantia de “soberania nacional”.  Sendo assim, petróleo, minério, telecomunicaçõees e eletricidade só poderiam ficar a cargo dos nativos do país.  Balela.
Para começar, empresas privadas — sejam elas nacionais ou estrangeiras — estão interessadas em lucro.  E o lucro só ocorre se tais empresas estiverem servindo bem aos consumidores.  Se uma empresa estrangeira de telefonia decidir cortar as linhas telefônicas e suspender seus serviços para isolar um país (sim, este é um dos “argumentos” dos estatistas nacionalistas), ela terá enormes prejuízos com essa medida.  O mesmo vale para eletricidade, minério e gasolina.  Tal medida só faria sentido se a empresa e seus acionistas odiassem dinheiro — sendo que os estatistas as acusam exatamente de serem gananciosas.
No mais, como dizia Roberto Campos em suas sempre fundamentadas críticas à Petrobras,”soberania é ter a panela cheia” — e, no caso do petróleo, é tanque cheio com combustível de qualidade a preço de mercado. Quanto à “exploração”, é fácil perceber que os verdadeiros explorados, no caso da Petrobras, têm sido os consumidores brasileiros. (E mais aportes à Petrobras com o nosso dinheiro já estão em avançada discussão).
Por fim, há o argumento conhecido como teoria dos espaços vazios, segundo o qual determinadas atividades não despertariam o interesse de empresas privadas, cabendo então ao estado criar empresas para explorá-las.  Ignorância.
Como a teoria austríaca do valor demonstra, o valor de algo é subjetivo, criado pela utilidade marginal e, logo, pela demanda e, portanto, só poderia existir um “espaço vazio” onde houvesse demanda não atendida, possibilidade que varia inversamente com o grau de liberdade de entrada e saída de empresas nos mercados.
Ou seja, não há necessidade de empresas do estado, queimando dinheiro de impostos, para executar atividades que seguramente serão desempenhadas por empreendedores privados a partir do momento em que as demandas forem identificadas. Não é a presença do estado que se faz necessária, mas simplesmente ausência de barreiras à entrada e saída. Basta olharmos para os países desenvolvidos e sua história econômica para nos certificarmos dessa afirmativa.
Não basta apenas privatizar; é necessário também desestatizar
A privatização, por si só, já é um avanço.  Mas pequeno.  Pouco efeito terá caso a empresa privatizada continue operando dentro de um mercado protegido pelo governo, no qual não há liberdade de entrada para novos concorrentes.  Sob esse arranjo, a empresa continuará sendo ineficiente.
O recente ocaso da Oi é um ótimo exemplo: a empresa surgiu de uma fusão patrocinada pelo governo Lula — e com a ajuda do BNDES (nosso dinheiro de impostos) — entre a Telemar e Brasil Telecom, de Daniel Dantas.  O esquema envolveu grandes negociatas até mesmo com o governo de Portugal (cujo então primeiro-ministro acabou até mesmo sendo preso).  Tendo nascido por meio de uma intervenção política e repleta de acordos escusos (como a doação de R$ 5,2 milhões da Telamar para a Gamecorp, empresa controlada por Lulinha, o filho mais velho de Lula), é óbvio que a empresa não tinha como ser eficiente.  Operando em uma reserva de mercado garantida pela ANATEL, sua ineficiência acentuou-se ainda mais.  A consequência não poderia ser outra: os consumidores a puniram de acordo, levando-a à bancarrota.
Por isso, ainda mais importante que privatizar, é desestatizar: ou seja, retirar do estado seu poder de controlar um mercado, escolhendo quem pode e quem não pode entrar nele.
E tão importante quanto desestatizar é não fazer leilões que envolvam apenas os comparsas do governo.
Por exemplo, qual a maneira efetiva de se desestatizar o setor petrolífero do Brasil?  Legalizando a concorrência.  Para isso, bastaria o estado se retirar do setor petrolífero, deixando a Petrobras à sorte de seus próprios funcionários, que agora não contariam com nenhum monopólio, nenhuma proteção e nenhuma subvenção.  O estado não precisaria vender nada para ninguém.  Apenas sairia de cena, aboliria a ANP e nada faria para impedir a chegada concorrência estrangeira.
A Petrobras é do povo?  Então, nada mais coerente do que colocar este mantra em prática: após a retirada do governo do setor petrolífero, cada brasileiro receberia uma ação da Petrobras que estava em posse do governo.  E só. Ato contínuo, cada brasileiro decidirá o que fazer com esta ação.  Se quiser vendê-la, que fique à vontade.  Se quiser mantê-la, boa sorte.  Se quiser comprar ações das outras empresas petrolíferas que agora estarão livres para vir operar aqui, sem os onerosos fardos da regulamentação da ANP, que o faça.  Se a maioria dos acionistas brasileiros quiser vender suas ações para investidores estrangeiros, quem irá questionar a divina voz do povo?  Se o povo é sábio o bastante para votar, então certamente também é sábio o bastante para gerenciar as ações da Petrobras.
O objetivo supremo é fazer com que o dinheiro do petróleo vá para as mãos do povo, e não para o bolso de políticos e burocratas.
O mesmo vale para a Eletrobras.  O estado não precisa vender nada a ninguém.  Assim como no caso da Petrobras, ele deve apenas sair de cena, abolindo a ANEEL, o Ministério das Minas e Energia e deixando a empresa, bem como suas subsidiárias — CEPEL, CGTEE, CHESF, Eletronorte, Eletronuclear, Eletrosul, Furnas —, nas mãos de seus respectivos empregados.  Estes, que teoricamente conhecem bem as empresas, poderão escolher entre vender as ações ordinárias que o estado lhes entregou ou mantê-las.  O que será feito é o de menos.  O que importa é que, com a saída do estado, haverá pela primeira vez um mercado livre e desimpedido no setor, sem regulamentações cartoriais.
Para os Correios, a lógica é idêntica.
Banco do Brasil e Caixa — os principais responsáveis por darem sustento ao arranjo econômico que nos legou o atual descalabro — devem ser submetidos aos mesmos princípios.  E o BNDES deve simplesmente ser abolido.
Quanto ao setor de telefonia, que foi privatizado mas não desestatizado, basta apenas abolir a ANATEL e o Ministério das Comunicações, entidades cujo propósito único é criar uma reserva de mercado para proteger as empresas já estabelecidas.  Não há mágica; basta abolir todas as regulamentações que funcionam como barreiras à entrada, liberando toda a concorrência, principalmente internacional.  Que venham as empresas americanas, australianas, coreanas, canadenses, japonesas, chinesas, inglesas, tchecas, russas etc.
A mesma lógica abolicionista se aplica ao setor aéreo, com a abolição da ANAC e da Infraero, com a liberação para que empresas privadas possam construir aeroportos, e a com liberação para que empresas aéreas estrangeiras possam operar vôos domésticos.  (Com, por exemplo, a American Airlines fazendo Curitiba-Fortaleza, a Lufthansa operando Florianópolis- Manaus, a KLM voando Recife-Rio de Janeiro etc). Nesse cenário de livre iniciativa, haveria queda nos preços e melhora nos serviços, duas coisas que as empresas protegidas pela ANAC não querem.
Já a maneira de se privatizar serviços de água e saneamento é um tanto mais complexa, e, por isso, foi abordada em detalhes neste artigo, assim como a de serviços de infraestrutura (em detalhes neste artigo).
Por que não será feito
Mas, infelizmente, há uma diferença clara entre o que é possível e o que seria de fato necessário — ou seja, entre aquilo que os obscuros meandros políticos permitirem privatizar e a simples e sumária privatização de todas as estatais das três esferas de governo, sem alarde, sem leilões e seus martelos, e sem qualquer tipo de favorecimento, os quais caracterizam o capitalismo de compadres que infecta nossas instituições.
Impossível deixar de levar em conta que a lógica econômica e a lógica política são naturalmente diferentes.  Na economia, os objetivos são a procura pelo lucro e pela maior satisfação; na política, a busca pelo poder — ou por mais poder.
Portanto, o escopo político da ação humana é, pura e simplesmente, o poder. Se é assim, que político estaria disposto a abrir mão da possibilidade de indicar pessoas de sua confiança para ocuparem cargos em estatais, mantendo-as sob sua influência nas barganhas políticas e financeiras — ou, caso seja corrupto, utilizando essas empresas como fonte de enriquecimento, apenas porque se forem privatizadas os consumidores sairão ganhando?
Convenhamos ser muito difícil encontrarmos pessoas assim tão altruístas no mundo político.
Conclusão
Privatizar e desestatizar não significa apenas aumentar as escolhas dos consumidores, mas diminuir ou cortar as escolhas dos políticos; não exprime tão somente diminuir o desperdício de gastos públicos, mas aumentar os recursos em posse do setor privado, os quais são alocados de maneira muito mais produtiva; não quer dizer simplesmente melhorar as finanças públicas, mas piorar as dos políticos e seus grupos de interesse; não denota meramente diminuir a corrupção, mas aumentar as liberdades individuais.
Empresas estatais — queiram ou não alguns de seus ingênuos defensores — significam maior poder nas mãos da classe política.  Já empresas privadas, operando em mercados sem barreiras legais à entrada e saída, sempre são mais eficientes, do ponto de vista econômico, do que as aberrações conhecidas como “empresas” estatais.
Quando empresas privadas cometem erros, vão à falência.  Quando empresas estatais cometem erros, são premiados com mais dinheiro do povo.  Esse arranjo é moral?
Há, portanto, sobejos argumentos políticos e econômicos em favor da privatização de empresas estatais, mas há também o argumento moral, que não pode ser esquecido: estado e coerção formam um par perfeito e coerção significa ausência de liberdade ou restrições à liberdade.  Muitos não conseguem ver isso, mas tolher a liberdade de iniciativa e de escolha de terceiros é um grave vício moral, que produz efeitos danosos e que se estendem às gerações futuras.
Parece que, nos últimos tempos, a demanda por maior liberdade econômica vem aumentando no Brasil, talvez como consequência de tantos escândalos de corrupção envolvendo o estado, suas empresas e seus grupos de interesses.  Por isso, a hora de privatizar sem medo pode ter chegado.

Ubiratan Jorge Iorio

FMI diz que dívida do Brasil vai explodir e país pode paralisar

Na conta do FMI, dívida pública do Brasil já destoa entre emergentes
Pelas contas do Fundo Monetário Internacional, a dívida pública brasileira já equivale a mais de 80% da renda nacional, um patamar que destoa entre os principais países emergentes. (…)

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(…) Alguns argumentam que a dívida brasileira não é alta, se comparada às de países ricos como EUA e Japão (…) Tais países têm, isso sim, capacidade de endividamento maior. Com dispõem de boa reputação e moedas aceitas globalmente, conseguem tomar dinheiro emprestado com mais facilidade e a juros mais baixos.

A dívida pública do Japão passa de 200% do PIB, mas o gasto com juros não chega a 1%. A despesa brasileira, hoje, beira os 7% do produto. É mais do que se aplica em educação no país.

A causa do colapso da Venezuela não é o preço do petróleo; é o socialismo

Por aproximadamente uma década, praticamente toda a esquerda havia sido capturada pelo charme de Hugo Chávez e demonstrava uma paixão fervorosa pelo modelo econômico daquele país. Eram elogios copiosos e sem fim (e de toda a esquerda ao redor do mundo). A versão venezuelana do socialismo era o exemplo mais brilhante possível do modelo; e era o modelo definitivo que o resto do mundo deveria copiar.
O encômio mais famoso ainda continua sendo o do famoso esquerdista americano, David Sirota, que escreveu um ensaio para a revista Salon intitulado “O milagre econômico de Hugo Chávez”.  Eis um trecho:
Chávez se tornou o bicho-papão da política americana porque sua defesa aberta e inflexível do socialismo e do redistributivismo não apenas representa uma crítica fundamental à economia neoliberal como também vem gerando resultados inquestionavelmente positivos. … Quando um país adota o socialismo e se esfacela, ele se torna motivo de piada e passa a ser visto como um inofensivo e esquecível exemplo de advertência sobre os perigos de uma economia dirigida pelo governo. Porém, quando um país se torna socialista e sua economia apresenta o grande desempenho exibido pela economia venezuelana, ele não mais se torna motivo de piada — e passa a ser difícil ignorá-lo.
E aí, quando a economia venezuelana entrou em profundo colapso, começando ainda em 2013 (na verdade, ainda em 2010 já começou a faltar comida) e se agravando continuamente desde então, a esquerda repentinamente parou de falar no assunto. Largaram a Venezuela como se o assunto fosse uma batata quente. E então um longo período de silêncio se seguiu. No entanto, os eventos mais recentes forçaram o assunto de volta à agenda.
A vida dupla do preço do petróleo
As respostas variam.
Os articulistas da esquerda stalinista são os mais caricatos, e se parecem com uma cópia do Pravda da década de 1930. Para eles, todo o colapso se deve a uma ação muito bem coordenada por sabotadores e contra-revolucionários, os quais estariam solapando toda a economia.
Já as facções mais sagazes da esquerda já perceberam que não há muitas chances de conquistar os corações e as mentes das pessoas caso continuem emulando o discurso do vilão de um filme dos tempos da guerra fria. Consequentemente, elas adotaram um discurso mais sonoramente inócuo, dizendo que a real causa da miséria venezuelana é a queda no preço do barril de petróleo.
“Sim, é verdade que a Venezuela está mal”, dizem eles. “Mas qualquer economia que seja tão dependente dos preços das commodities também teria um mau desempenho sob essas circunstâncias. Não tem nada a ver com socialismo!”
Superficialmente, parece até plausível. Porém, você se lembra de qual foi o famoso chavista que disse a seguinte frase durante o período de forte alta nos preços do petróleo:
Sim, é verdade que a Venezuela está indo bem. Mas qualquer economia que seja tão dependente dos preços das commodities também teria um bom desempenho sob essas circunstâncias. Não tem nada a ver com socialismo.
Exato, você adivinhou: nenhum deles. Na mente dos chavistas, o preço do petróleo leva uma vida dupla: quando ele sobe, o subsequente boom econômico é a prova de que o socialismo funciona. Já quando ele volta a cair, o subsequente colapso econômico nada tem a ver com o socialismo.
É verdade que o preço baixo do petróleo não ajuda em nada a economia venezuelana. Mas eis um fato: o atual preço do petróleo não está baixo. O que houve é que tivemos preços anormalmente altos para o petróleo até 2014. O preço do petróleo não entrou em “colapso”. Ele simplesmente voltou ao nível que sempre foi a média de longo prazo. Mais precisamente, o preço do barril de petróleo voltou (em termos reais) ao valor que estava em 2004, aproximadamente quando começou o fanatismo da esquerda com a Venezuela.
Quando o preço do petróleo só fazia subir
O que talvez seja ainda mais importante, no entanto, é o fato de que aqueles problemas mais prementes na Venezuela, especialmente a escassez de itens essenciais como alimentos e remédios, já ocorriam antes da queda nos preços do petróleo. Veja, por exemplo, este trecho de um artigo publicado pelo britânico The Guardian (um jornal abertamente de esquerda) ainda em 2007:
Não havia qualquer sinal de leite, ovos, açúcar e óleo de cozinhar. Onde eles estavam? […] Bem-vindo à Venezuela, uma economia pujante, mas curiosa. Uma escassez de alimentos está atormentando o país ao mesmo tempo em que as receitas de petróleo estão estimulando um grande aumento nos gastos. […] O leite desapareceu completamente das gôndolas. […] Ovos e açúcar tambem são apenas uma memória do passado.
Vale lembrar que, em 2007, o preço do petróleo estava alcançando o maior valor de toda a sua história.
Ou, que tal este outro, publicando um ano antes de o preço do petróleo começar a cair:
A escassez de comida na Venezuela não apenas chegou ao seu ápice, como também nenhuma outra na história do país durou tanto tempo. […] O Banco Central da Venezuela publica um índice de escassez […] Os números para este ano estão em um nível similar ao de países que vivem uma guerra civil ou que passam por racionamentos típicos de períodos de guerra.
Sobre isso, vale uma anedota: há vários livros de espionagem, como os de Tom Clancy e Frederick Forsythe, cuja trama principal gira em torno de um país socialista (URSS, Alemanha Oriental etc.) cujo governo autoritário se apropria de uma reserva de petróleo (normalmente na costa do mar báltico). Repentinamente a economia socialista passa a ser inundada por petrodólares, o país se torna extremamente poderoso e se transforma em uma espécie de Arábia Saudita socialista em plena Europa.
A lógica sempre é a mesma: a única maneira de fazer uma economia socialista funcionar e ser poderosa é colocando reservas petrolíferas sob seu domínio. Certamente as receitas do petróleo serão capazes de fazer qualquer economia funcionar, mesmo uma socialista.
O experimento venezuelano mostra que até mesmo esses brilhantes autores erraram em suas teses econômicas.
O petróleo não é o bastante
É claro que a esquerda não tem muito o que justificar sobre a Venezuela simplesmente porque o regime venezuelano implantou exatamente todas as políticas defendidas por toda a esquerda que se opõe a uma economia de mercado.
Trata-se de um programa marcado por controle de preços, estatizações e expropriação da propriedade privada, generosos programas assistencialistas, planejamento centralizado, e uma infindável retórica sobre igualdade, redução da pobreza e, acima de tudo, combate aos “neoliberais”.
Graças às políticas de controle de preços, de impressão desmedida de dinheiro, de estatização de fábricas e de lojas (até mesmo hotéis foram estatizados), absolutamente tudo está em falta no país.
Tais medidas do governo destruíram de maneira tão completa o pouco que restava de capitalismo, que o desabastecimento se tornou geral. Aquele país que já teve a quarta população mais rica do mundo vivencia hoje uma escassez geral, com racionamento de papel higiênico, comida, cerveja, eletricidade, água e remédios. Até mesmo os hospitais ficaram sem papel higiênico e sem remédios. A taxa de mortalidade de recém-nascidos disparou.
O próprio presidente venezuelano Nicolás Maduro fez a gentileza de explicar tudo ao mundo: “Há dois modelos: o neoliberal, que destrói tudo; e o chavista, que é centralizado no povo”.
E não há petróleo que possa resistir a isso.
Mas o mais curioso é que os socialistas sempre argumentaram que o socialismo, algum dia, ainda irá funcionar. Até hoje ele ainda não funcionou simplesmente porque não foi corretamente implantado. Para funcionar a contento, ainda falta que alguém o adote sob todas as circunstâncias estritamente corretas.
Na prática, os socialistas de hoje estão dizendo:
É claro que o socialismo funciona. Mas há condições. Todo o necessário para o socialismo funcionar é o país possuir as mais amplas e comprovadas reservas de petróleo e o mundo vivenciar o mais longo e ininterrupto período de alta nos preços do petróleo, do modo que o preço da commodity suba para sempre e jamais volte a cair. E, mesmo que tudo isso ocorra, ainda iremos vivenciar uma constante escassez de comida, remédios e outros itens básicos e essenciais.
Porém, veja pelo lado positivo: você terá um exército de intelectuais ocidentais que estarão o tempo todo dizendo o quão sortudo você é por viver neste sistema.
E aí? Foi seduzido?

Kristian Niemietz

Luisa Ortega: A Promotora Chavista Que Ajudou A Criar A Ditadura Comunista Na Venezuela

por emma sarpentier
A promotora venezuelana Luisa Ortega Díaz, começou há algum tempo a fazer “oposição” ao chavismo. Ela iniciou essa suposta oposição por meio da abertura de investigações dos assassinatos cometidos pela brutal repressão empreendida pela ditadura nos últimos quatro meses.  Em seguida ela denunciou que a decisão do instância máxima de justiça do país de tentar substituir as funções da Assembleia Nacional, o parlamento regular do país, constituía uma violação da ordem constitucional. Luisa Ortega tornou público número de mortes causadas pela repressão, quando a ordem do chavismo era negar essa informação para o país. Por fim ela também anunciou que iria denunciar os crimes contra a humanidade perante da justiça internacional.
No entanto, a promotora Luisa Ortega nada disse quando dois anos atrás, o ministro da Defesa, general Vladimir Padrino López, emitiu a resolução 0861, que permitiu o uso de armas de fogo para controlar manifestações. A promotor sempre afirmou que os protestos de nosso povo eram ilegais e que o comportamento dos ativistas da “direita” era irresponsável. Além disso, ela sempre afirmou que o desempenho do chavismo “estava certo” e sempre insistiu que todos seus atos estavam “ajustados ao devido processo, buscando reparar o dano que tivesse sido causado e buscar a punição dos responsáveis ​​por esses atos”.
A Verdadeira História de Luisa Ortega
Luisa Ortega e seu marido Germán Ferrer, que é um deputado chavista, eram membros do movimento PRV-FALN-Ruptura, um aparelho político-militar. Ferrer é fugitivo do Cartel San Carlos. Os dois militaram na esquerda dos anos sessenta. Conhecemos a grande amizade da promotora Luisa Ortega com Douglas Bravo, o mais famoso guerrilheiro comunista da Venezuela por suas ligações com o Che Guevara.
Na verdade, diante o colapso iminente da cúpula chavista, a procuradora Luisa Ortega procura sair de cena e passar para as fileiras menos socialistas da “Oposição”.  Luisa Ortega Díaz disse que tinha provas ligando Maduro com a construtura brasileira Odebrecht, e atribui a esse caso a “perseguição” que ela vinha sofrendo em tempos recentes. Há poucas semanas houve uma ação policial de busca e apreensão em sua residência, por ordem direta do chavismo. Logo após essa ação, o narcotraficante Diosdado Cabello ordenou a prisão do marido de Luisa Ortega.
O fato é que se Luisa Ortega fosse uma pessoa do bem, já teria denunciado não só o chavismo, mas até mesmo sua própria “oposição” no tribunal internacional, e teria procurado apoio internacional há mais de uma década. Na sexta-feira, Luisa Ortega Díaz decidiu fugir para Aruba, usando uma embarcação para a Colômbia, e em seguida pediu asilo político a Juan Manuel Santos.
É  importante que a verdade seja conhecida por todos: a senhora Luisa Ortega sempre foi fiel ao castro-chavismo, pois trata-se de mais uma comunista que ajudou a estabelecer uma tirania comunista na Venezuela e que agora, diante do colapso da cúpula chavista, procura sair dessa quadrilha do crime organizado. Mas ela já vai tarde.

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Luisa Ortega Díaz com o guerrilheiro comunista Douglas Bravo, famosos por suas ligações com Fidel Castro e Che Guevara. Sob o chavismo, Luisa Ortega se tornou procuradora geral da república.
Emma Sarpentier é ativista venezuelana e colaboradora d a Rede Bunker da Cultura

A origem do mítico número dos 6 milhões de judeus mortos

Os sionistas têm continuamente e histericamente tentado reivindicar que seis milhões de judeus foram mortos, morrendo ou em grave perigo na Europa e Rússia desde o final dos anos de 1800. A qualquer hora que houve confusão na Europa, importantes figures sionistas e organizações mundiais da mídia continuamente estimularam um frenesi com falsas choradeiras para conseguir que as pessoas se sentissem pena dos judeus europeus e doassem dinheiro para organizações judaicas de caridade. Acontece que esse lendário número de seis milhões, há muito tempo desacreditado até pelas correntes principais dos historiadores do holocausto, provém de um mito religioso judaico-talmúdico que diz “Tu retornarás com seis milhões a menos” ou “Tu retornarás à terra de Israel com menos seis milhões”, e, obviamente, a Segunda Grande Guerra pariu o moderno estado de Israel que foi estabelecido em 1948. Judeus israelenses freqüentemente desculpam-se pelo seu sistemático genocídio de Palestintos e assalto das terras Palestinas educando o assim-chamado Holocausto da Segunda Grande Guerra. Os sionistas têm tanta influência que transformaram uma profecia religiosa judaica num “fato histórico “.

As profecias judacias na Torah requerem que 6 milhões de Judeus devam “desaparecer” antes que o Estado de Israel possa ser formado. “Você deverá retornar com menos 6 milhões.” Isso é o motivo pelo qual Tom Segev, um historiador israelense, declarou que “6 milhões” é uma tentativa de transformar a história do holocausto em uma religião de Estado. Aqueles seis milhões, de acordo com a profecia, tinham que desaparecer em “fornalhas”, as quais a versão judicial do holocausto hoje autentica. Como uma matéria de fato, Robert B. Goldmann escreve: “. . . sem o holocausto não haveria Estado Judeu.” Uma simples consequência: Devido aos seis milhões de Judeus gaseados em Auschwitz que terminaram em “fornalhas” (a palavra grega holocausto significa ofertas ao fogo), portanto, as profecias foram agora “cumpridas” e Israel pode se tornar um “estado legítimo”.

A respeito do número dos ‘seis milhões’ você deveria saber o que se segue: No texto hebraico das profecias da Torah, pode-se ler “você deverá retornar”. No texto, a letra “V” ou “VAU” está susente, conforme o hebraico não tenha quaisquer números; a letra V significa o número 6. Ben Weintraub, um cientista religioso, aprendeu com os rabis que o significado da letra faltante significa o número de ‘6 milhões’. A profecia então se lê: Você retornará, mas com 6 milhões a menos. Veja Ben Weintraub: “O Dogma do Holocausto do Judaísmo”, Cosmo Publishing, Washington 1995, página 3. Os faltantes 6 milhões devem estar desta forma antes dos judeus retornarem à Terra Prometida. Javé vê isso como uma limpeza das almas do povo pecador. Os judeus devem, no retorno à Terra Prometida, estar limpos – a limpeza deverá ser feita em fornalhas.

Eis uns poucos exemplos para sua consideração. Note as contínuas referências aos “6,000,000 de judeus” e o termo “holocausto” usado bem antes dos eventos da década de 40.

1900 – Líder judeu deixa escapar o esquema Sionista do holoacusto

11 DE JUNHO DE 1900 – NEW YORK TIMES – página 7 – Discurso do Rabbi Wise
“Há 6,000,000 vivendo, sangrando, sofrendo argumentos em favor do Sionismo.”

 

1902 – A décima edição da Encyclopedia Britannica (sob sua entrada sobre ‘antissemitismo’) referencia “seis milhões de judeus” da Romênia e Rússia sendo “sistematicamente degradados”

 

1905- Um pregador judeu declara que se o levante comunista liderado pelos judeus na Rússia segue-se em derrubar o governo Tzarista, e que o Sionismo não seria mais necessário.

 

1906 – Um publicista judeu grita que haveria um iminente Holocausto de “seis milhões de judeus” na Rússia durante o resultado do primeiro levante comunista na Rússia ali.

 

1910 – No relato anual do Comitê Judaico Americano é reclamado que desde 1890, a Rússia tem tido uma política para ‘expulsar ou exterminar’ seis milhões de seus judeus. (Fonte: Livro do Ano do CJA de Setembro de 1911 a Setembro de 1912 pg. 15)

 

1919 – Pouco depois da Primeira Grande Guerra, reclamam um Holocausto de “seis milhões de Judeus”. Não foi muito longe, ninguém comprou a história.

 

1921 – Patriotas russos brancos ganham terreno sobre os usurpadores bolcheviques de sua nação. Em uma vã tentativa de disfarçar seu pesado envolvimento no bolchevismo, judeus reviraram novamente o mito dos “seis milhões”.

 

1932 – A polícia secreta soviética (NKVD) dominada pelos judeus, liderada pelos judeus bolchevistas Kaganovich, Yagoda, Beria, etc, orquestram uma fome artificial na Ucrânia para sufocar a resistência nacionalista a um golpe bolchevique, sob a ordem de Stalin. O resultado é 6 milhões de homens, mulheres e crianças ucranianos mortos. É então conhecido como o “Holodomor”.

 

1936- É reportado no New York Times que grupos sionistas estavam fazendo pedidos histéricos aos líderes e organizações cristãs americanas, bem como ao governo britânico para ajudar na criação de uma “nação judaica na Palestina” para salvar os judeus do “Holocausto Europeu”. Isso foi até antes da criação dos guetos judaicos, sem falar dos campos de concentração, e mais de três anos antes da 2ª Grande Guerra ter começado.

1940 – Os judeus novamente reclamam “seis milhões” de vítimas mesmo antes dos campos alemães fossem criados.

1943 – Um redator judeu sionista de Hollywood, Ben Hecht, lançou a mentira dos seis milhões no Reader’s Digest. Ele continuaria a se tornar um propagandista para a gangue terrorista do judeu Irgun na Palestina.

1945 – Antes que alguém pudesse ter conhecido o número, os judeus reclamam a morte de “seis milhões”.

Notório propagandista comunista judaico-soviético Ilya Ehrenburg, o monstro que exortou o Exército Vermelho a massacrar impiedosamente os civis alemães e prisioneiros de Guerra e incitou o estupro em massa de mais de dois milhões de alemães e mulheres e garotas européias orientais, reclama “seis milhões” de judeus mortos antes que alguém pudesse ter sabido que este era o número.

1946 – Um ano depois da Guerra, os judeus estão já declamando o mito dos “seis milhões” como um fato.

Arrecadação de recursos

1990- Número de mortos em Auschwitz reduziu-se de 4 milhões para 1 milhão

O número de mortos estimado em campos da Alemanha foi algo em torno de 300,000 (cerca de metade dos quais eram judeus) baseado em registros da Cruz Vermelha (que continuamente inspecionou os campos nazistas), os livros de mortes em Auschwitz liberado aos arquivos soviéticos em 1990 e outras evidências. Principais causas de morte: tifo/fome.

Faltam 6 milhões?

Se analisarmos a literatura existente sobre as estatísticas da diminuição do povo judeu na Segunda Guerra Mundial, percebe-se que existem somente duas monografias completas sobre o tema.

Mas afinal, quantos judeus morreram no holocausto?

Na grande maioria das pesquisas científicas, na indisponibilidade de realizar pesquisas com fontes primárias, lança-se mão de outras fontes de informação. Se analisarmos a existente literatura sobre as estatísticas da diminuição do povo judeu na Segunda Guerra Mundial, percebe-se que existem somente duas monografias completas sobre o tema: a obra revisionista Die Auflösung der osteuropäischen Judentums [1], que apareceu em 1983 e de autoria de Walter N. Sanning alias Wilhelm Niederreiter; e, por outro lado, a coletânea do cientista político Wolfgang Benz, de 1991, Dimensions de Völkersmords [2]. Enquanto Sanning fornece em sua obra o total de judeus mortos em torno 300.000, Benz apresenta o consenso atual de uma perda em torno de 6 milhões.

A obra de Benz é considerada hoje como referência e se apoia em uma vasta gama de detalhadas obras quando comparada com o trabalho de Sanning. Mas isso não significa que o resultado apresentado por Benz – seis milhões de vítimas – seja o número correto, pois sua obra foi uma reação clara àquela de Sanning e não pudemos encontrar qualquer confrontação direta com os argumentos deste. Ao contrário, Sanning é citado uma única vez em uma nota de rodapé, onde é então difamado por Benz. [3]

Este comportamento demonstra um estilo não muito científico por parte de Benz, pois este publica uma obra para contrapor as teses revisionistas e por incrível que pareça, estas não são abordadas e ainda por cima seu autor é difamado. Devido à falta da contra-argumentação na obra de Benz frente às posições revisionistas, não nos resta outra coisa a fazer a não ser comparar ambas as obras e comparar também os dados estatísticos apresentados. Exatamente isso foi feito por Germar Rudolf em seu livro Grundlagen zur Zeitgeschichte em 1994. [4]

Os principais pontos são apresentados abaixo:
Primeiro temos que em ambos os trabalhos, o número de vítimas do Holocausto é definido de forma totalmente distinta. Enquanto Sanning tenta contar como vítimas somente aquelas que sucumbiram através das execuções diretas resultantes da política de perseguição nacional-socialista, Benz coloca na conta do Holocausto toda perda estatística da população judaica na Europa, incluindo aqui as baixas judaicas vítimas das ações do Exército Vermelho, das deportações soviéticas e dos campos de trabalhos forçados, as perdas populacionais devido à morte natural e conversão religiosa, etc.

Decisivo, porém, é o fato de Benz não fazer qualquer questionamento quando analisa a questão da migração das pessoas durante a Segunda Guerra Mundial. E justamente aqui se esconde o principal problema da análise estatística. O conhecido êxodo dos judeus a partir da Europa, sobretudo para Israel e EUA, que iniciou antes da Segunda Guerra Mundial, se interrompe em 1941 e atingiu seu ápice entre 1945 e 1947, foi simplesmente ignorado por Benz. O problema migratório dos judeus da Europa Oriental foi desprezado por Benz, assim como a questão sobre quantos judeus poloneses conseguiram fugir do exército alemão – Sanning estima em aproximadamente um milhão – e finalmente qual era a proporção de judeus deportados pelos soviéticos para a Sibéria entre os anos de 1941 e 1942.

As organizações judaicas citadas na obra de Sanning mostram um número que varia entre meio e um milhão de judeus deportados para o leste ao eclodir a guerra contra a Alemanha.

O próprio Stalin agiu contra os judeus no grande expurgo de 1937 e 1938. Como exemplo, podemos citar os dados referentes ao número de participantes de etnia judaica na liderança do NKVD. Baseado nos arquivos do NKVD, a tabela abaixo apresenta os dados comparativos somente entre russos e judeus (por razões de legibilidade), segundo a obra de Nikita Petrov: [5]

tabela1

Caso alguém questione argumentando que todos os judeus são um grupo religioso e não são membros de um povo, bem, aqui até os judeus discutem este tema a milhares de anos. Fato é que o NKVD classificava os judeus como grupo étnico, devido talvez à própria autoafirmação dos próprios judeus.

Sendo assim, inicialmente cerca de 40% das posições de liderança do aparato de terror da antiga URSS era composta por judeus. A proporção da população judaica antes da guerra era de aproximadamente 2%, ou seja, cerca de 4 milhões em uma população total de 200 milhões. Esta disparidade foi responsável pelo início do mito “Bolchevismo judaico”, porém, no início da guerra esta supremacia não estava mais presente. [6]

O trabalho de Sanning brilha pelo vasto material sobre a fuga e deportação dos judeus em direção ao leste na ocasião do início da guerra contra a Polônia, e depois contra a União Soviética. Não se pode deixar de pensar que diante da riqueza do trabalho de Sanning, Benz não teve muito que contestar e deixou então de abordar a problemática.

A metodologia de Benz para determinar o número de vítimas pode ser resumida basicamente desta forma: ele determina a diferença entre o número de judeus fornecido pelo último censo demográfico dos países atingidos antes do início da guerra e aquele número do primeiro censo após a guerra, que ocorreu frequentemente somente após alguns anos terminados os conflitos bélicos. O fato de milhões de judeus terem emigrados para os EUA, Israel e outros países, é ignorado por Benz, assim como não serem confiáveis os censos demográficos do pós-guerra provenientes da URSS: quem se declarava membro de uma religião – seja cristão ou judeu – podia ser perseguido. Se somente cerca de dois milhões de pessoas se declararam “judeu” entre 1959 e 1970, não significa de forma alguma que somente dois milhões de judeus sobreviveram à guerra, mas sim que somente dois milhões ousaram se declarar “judeu” em um país radicalmente contra qualquer religião e anti-sionista.

Não deixa de impressionar que Benz tenha utilizado os dados provenientes dos soviéticos sem qualquer crítica. Quando se analisa as palavras por ele empregadas, nota-se a afirmação de que Stalin levou a cabo uma política de apaziguamento, mas foi assaltado por Hitler. O clichê da invasão da pacífica URSS vem direto dos porões da propaganda de guerra comunista. De alguma forma, Benz parece não querer ver que a URSS anexara metade da Polônia, invadiu a Finlândia, anexou a Bessarábia, assim como a Estônia, Letônia e Lituânia.

Em outras palavras, Benz tem um posicionamento longe de ser crítico a tudo que Moscou quer impor como verdade. Isso pode explicar seu estranho comportamento e também de seus co-autores.

Para elucidar esta tese, vamos expor o duvidoso método de Benz em dois países: França e Polônia.

É de conhecimento geral que do início até o verão de 1942, cerca de 75.000 judeus foram deportados da França diretamente para Auschwitz. Uma referência clássica francesa detalhou o destino dessas pessoas e esclarece que somente 2.500 destes judeus retornaram oficialmente para a França ao final da guerra e, consequentemente, cerca de 97% dos deportados morreram.[7] Este número foi adotado quase que por completo por Benz. [8]

Em outras palavras, somente foram contados como sobreviventes dos judeus deportados da França, aqueles que se identificaram lá como judeus ao final da guerra.

Alguém já deve estar agora chegando ao cerne do problema e se pergunta: e os judeus que se estabeleceram em outros países? O estatístico demográfico sueco Carl O. Nordling aponta em um estudo sobre o tema, que a maioria dos judeus deportados da França não eram judeus franceses, mas em sua maioria – 52.000 pessoas – refugiados do Nacional-Socialismo que procuraram abrigo na França e eram provenientes da Alemanha, Áustria, Tchecoslováquia, Polônia e também dos Países-Baixos.[9] O governo colaboracionista de Vichy concordou em deportar estas pessoas que não eram francesas ou que acabaram de receber a nacionalidade francesa. A grande maioria dos judeus franceses não foi nem deportada. Um outro ponto interessante seria saber quantos destes judeus de outras nacionalidades retornaram à França após a guerra e se identificaram oficialmente como “judeu”, considerando que eles foram enviados para Auschwitz alguns anos antes mediante à ajuda de muitos franceses?

USA e a Palestina poderiam ter sido o destino final destas pessoas, todavia, a França não era a Pátria da maioria dos judeus deportados. Por que eles teriam que retornar para lá? Aqui constatamos que a metodologia empregada por Benz para estimar o número de vítimas na França é deveras duvidosa e imprecisa.

O destino dos judeus deportados da França deixa-se esclarecer com base nos livros de óbitos de Auschwitz. Nestes documentos da direção do campo foram inscritos todos os óbitos de detentos registrados no momento de sua entrada no campo de concentração. [10] Embora eles tenham sido resgatados parcialmente – os registros terminam no final de 1943. Eles esclarecem o destino de uma grande parte destes judeus. Após a eclosão da epidemia de tifo, os judeus deportados não foram mais registrados no Campo, provavelmente devido às lastimáveis condições de higiene e pela impossibilidade em abrigar novos detentos. Assim, os judeus enviados para Auschwitz foram transferidos de lá para algum outro destino mais ao leste. [11]

Os livros de óbitos de Auschwitz contêm no total cerca de 69.000 vítimas, onde não constam os dados do início das atividades do campo, o ano de 1944, e o mês de janeiro de 1945, quando o campo foi libertado pelos soviéticos. Se extrapolarmos esta cifra, talvez chegássemos ao número de 120.000, o que seria uma parte do número de um milhão de alegadas vítimas judaicas em Auschwitz.

Não obstante, devemos ser cuidadosos, pois os registros de óbitos mostram somente os óbitos dos detentos registrados. Aqueles presos que foram conduzidos alegadamente direto para as câmaras de gás genocidas nunca foram registrados e podem, caso isto seja verdade, não constarem nos registros. Este ponto será tratado em outra ocasião.

Permita-nos mostrar agora neste último exemplo a incompetência de Benz, a saber, na questão da Polônia. Juntamente com a URSS, a Polônia era o país que possuía a maior população judaica na Europa. Segundo o censo demográfico de 1931, o número chegava a 3,1 milhões. Para determinar o número de vítimas, Benz segue três passos: primeiro, ele majora o número inicial, considerando que a população judaica cresceu até 1939 com a mesma taxa de natalidade da população cristã da Polônia, portanto, 3,45 milhões de judeus no início da guerra. Segundo, ele considera que todos os judeus que viviam nas regiões a estarem sob domínio alemão, permaneceram lá com a eclosão da guerra. Ele chega assim ao número de 2 milhões de judeus na área dominada pelos alemães, pois a URSS invadiu a outra parte da Polônia.[12] Finalmente, para determinar o número de vítimas ele subtrai o número de judeus que supostamente ainda estavam na Polônia em 1945, ou seja, cerca de 200.000. [13] Agora a pergunta: o que está errado nesta metodologia?

O primeiro ponto é: quem se identificava como judeu na Polônia do pós-guerra, um país impregnado de anti-semitismo? O número real de judeus poderia ser muito maior. Assim esclarece em uma conferência, por exemplo, o Comitê de Investigação Anglo-Americano para a problemática judaica em fevereiro de 1946, segundo a United Press: na Polônia do pós-guerra, encontra-se cerca de 800.000 judeus que desejavam imigrar.[14] Fica claro que Benz ignorou a possibilidade de que os judeus poloneses tenham fugido para o leste antes do avanço do exército alemão.

Outro ponto a ser considerado é a expansão da Polônia em direção ao oeste, após a guerra. Naqueles anos imperava o caos em toda a Europa. Como podemos afirmar que alguém sabia – em 1945, quantos judeus ainda viviam na Polônia? Como se definia a Polônia em 1945?

Para procedermos a uma análise mais abrangente sobre a deficiência desta metodologia de Benz, vamos iniciá-la a partir do último censo demográfico. A tese de Benz em considerar para a população judaica a mesma taxa de natalidade de outros grupos étnicos é falsa. A Polônia do período entre as duas guerras mundiais era um país onde as minorias estavam susceptíveis a perseguições radicais, as quais poderiam ser descritas como progroms. Isso valia tanto para alemães, bielo-russos, ucranianos, assim como para os judeus. Não se pode esquecer que até a noite de cristal, a Polônia era tida como mais anti-semita do que a própria Alemanha de Hitler.

O historiador alemão Hermann Graml, funcionário público do governo da República Federal da Alemanha, mostrou que desde 1993, cerca de 100.000 judeus poloneses emigraram anualmente da Polônia. [15] Trata-se principalmente de jovens, ou seja, daquela parte da população mais fértil. Desta forma, o número de judeus poloneses situa-se em 1939 bem abaixo dos 3 milhões, provavelmente situa-se na ordem de grandeza de somente dois milhões.

Além disso, podemos considerar a fuga em massa principalmente dos judeus após a eclosão da guerra ante o avanço do exército alemão. Enquanto Benz assume a número de 300.000 refugiados judeus, Sanning salienta que Organizações Assistenciais judaicas relataram entre 600.000 e 1.000.000 de judeus deportados pelos soviéticos, os quais tinham fugido para a URSS. Resumindo, Sanning conclui ao final, que em 1939 somente cerca de 750.000 judeus poloneses estavam sob domínio alemão.[16] Isso está cerca de 1.250.000 abaixo de Benz, o que mostra como é fácil maximizar o número de vítimas. Com o exposto, mostrou-se claramente a deficiência da metodologia adotada por Benz.

Embora a obra de Sanning já tenha sido publicada a mais de duas décadas e necessita ser revisada em algumas abordagens, ela se apresenta mais completa e coerente do que a obra de Benz. Entretanto, a determinação exata do número de vítimas permanece aberta e deve se submeter à análise de pesquisadores críticos, que não temem a publicação de resultados indesejados.

Nesta altura alguém pode estar se perguntando se não há uma lista com o nome dos seis milhões de vítimas do Holocausto?

O Centro de Pesquisas israelense sobre o Holocausto, Yad Vashem, elaborou tal lista. Até o momento, ela compreende cerca de 3 milhões de nomes, dos quais cerca de 1 milhão provêm de fontes publicadas. O restante, entretanto, são formulários escritos por parentes, amigos ou remanescentes locais.[17] O Yad Vashem escreve a respeito: [18]

“Os formulários escritos são preenchidos por parentes, amigos ou vizinhos […] Em papéis especiais livres de ácido, é colocado o nome da vítima, sua data de nascimento, endereço antes da guerra, profissão, nome dos pais e conjugue, assim como onde e quando foram mortos no Holocausto.”

Em outras palavras, qualquer pessoa pode inscrever uma vítima no Yad Vashem. O próprio Centro de Pesquisa relata o caso de um morador de um local de onde ele inscreveu como vítimas todos os judeus que ali habitavam antes da guerra e com a seguinte explicação: [19]

“Após a guerra ele notou que nenhum judeu retornou para sua região.”

A princípio não há nenhuma menção que os dados sejam checados, evitando desta forma que sejam inscritos judeus que vivem nos EUA , Europa ou até mesmo em Israel.
Você mesmo pode requerer um formulário do Yad Vashem e reenviá-lo preenchido. O endereço é Hall of Names, Yad Vashem, POB 3477, 91034 Jerusalém, Israel; tel.: 00972-02-6443582; ou por e-mail names.research@yadvashem.org.il. Vejam que não há como evitar que erros ou duplicidade aconteçam. Do ponto de vista científico, a lista de nomes coletada pelo Centro Yad Vashem não tem qualquer validade.

Para que uma iniciativa desta amplitude tivesse valor histórico e científico, dever-se-ia exigir documentos que comprovassem a existência da pessoa no lugar indicado e, em segundo lugar, que esta pessoa tenha mesmo morrido vítima do Holocausto. O consenso oficial nos leva a considerar que tal processo beira o impossível, ainda mais se pensarmos que a maioria das vítimas teria sido anônima, não possuindo registro ou atestado de óbito. Além disso, os cadáveres teriam sido incinerados ou desaparecidos. Todavia, acreditar nas informações fornecidas – as quais tenham sido fornecidas ainda com a melhor das intenções – mas que não sabe no final das contas o destino real das pessoas, contraria todos os princípios da pesquisa científica.

De uma forma bem diferente procede a Seção de desaparecidos do Comitê Internacional da Cruz Vermelha, em Arolsen. Lá, os óbitos nos campos de concentração alemães são somente registrados se for comprovado claramente com documentos. A Cruz Vermelha disponibilizava até 1993, mediante solicitação, uma listagem dos óbitos registrados nos campos alemães. Após ela ser criticada duramente, esta prática foi suspensa.

Se olharmos os números da Tabela 2, constatamos o número de vítimas em cerca de 300.000 detentos de todas as associações religiosas. Para Auschwitz temos o número de 60.000 vítimas e somente 300.000 no geral. Na Alemanha tais afirmações seriam consideradas um infame escândalo, quando senão um crime. Por isso a Cruz Vermelha ter sido duramente criticada.

tabela2

Mas antes de tirarmos qualquer conclusão, vejamos a Tabela 3 que traz a comparação entre o número de Arolsen e de diversos documentos alemães do período da guerra. Nós percebemos que os números de Arolsen correspondem a somente cerca de 55% daqueles indicados pela administração dos campos. Isso significa que o número total de vítimas, segundo a Cruz Vermelha correspondentes aos campos citados na Tabela 2, situaria próximo ao número de meio milhão.

tabela3

Tenhamos também em mente que a lista de Arolsen não contempla todos os campos. Não são citadas as vítimas daqueles campos declarados como “campos de extermínio” – Chelmo, Belzec, Sobibor e Treblinka, nos quais sem registro algum as vítimas teriam sido alegadamente assassinadas, assim como não são também citadas as vítimas dos diferentes Guettos. Além disso, atribuiu-se um número de vítimas mortas em Auschwitz, as quais não possuíam qualquer tipo de registro, e que não foram consideradas nestas estatísticas. Qual é a porcentagem de judeus nestes números também não é clara, porém, não há dúvidas que eles representem o maior grupo de vítimas.
[1] W. N. Sanning, Die Auflösung der osteuropäischen Judentums, Grabert, Tübingen 1983, http://www.vho.org/D/da
[2] W. Benz, Dimensions de Völkersmords, Oldenbourg, München 1991
[3] Benz, op. cit., pág. 558, nota de rodapé 396: “O autor [Sanning] brilha por metódica e imprecisa manipulação de material estatístico e por grosseiros e comprovados erros de combinações e conclusões.” Entretanto não são mostradas quaisquer provas.
[4] Germar Rudolf, “Statistiches ueber die Holocaust-Opfer”, em Ernst Gauss (=Germar Rudolf), Grundlagen zur Zeitgeschichte, Grabert, Tübingen 1994
[5] Nikita Petrov, “Veränderungstendenzen im Kaderbestand der Organe der sowjetischen Staatssicherheit in der Stalin-Zeit”, Forum für osteuropäische Ideen- und Zeitgeschichte, 5(2) (2001)
[6] Comparar aqui principalmente a autora judia Sonja Margolina, Das Ende der Lügen, Siedler, Berlin 1992; juntamente com algo mais científico: Johannes Rogalla von Biberstein, Jüdischer Bolschewismus. Mythos und Realität, Edition Antaios, Dresden 2002; Alexander Solschenizyn, 200 anos juntos, 2° volume, Herbig, Munique 2003
[7] Serge Klarsfeld, Le Mémorial de la Déportation des Juifs de France, Klarsfeld, Paris, 1978
[8] W. Benz refere-se a Klarsfeld, embora seu número de vítimas seja maior
[9] Carl O. Nordling, “Was geschah den 75.000 aus Frankreich deportierten Juden?”, VffG 1(4) (1997) pág. 248-251
[10] Alguns dados dos livros de óbitos foram publicados: Staatliches Museum Auschwitz-Birkenau, Die Sterbebuecher von Auschwitz, Saur, Muenchen 1995
[11] Compare E. Aynat, “Die Sterbebuecher von Auschwitz”, VffG 2(3) (1998), pág. 188-1997
[12] W. Benz, op. cit., pág. 443
[13] W. Benz, op. cit., pág. 492
[14] Keesing s Archiv der GEgenwart, 16./17. Jahrgang, Rheinisch-westfaelischer Verlagskontor, Essen, 1948, pág. 651, Notícia B de 15.02.1946. Os órgãos de ocupação dos aliados registraram oficialmente no pós-guerra até 5.000 emigrantes judeus-poloneses semanalmente (!), somente na Zona Ocidental, W. Jacobmeyer, Vierteljahrshefte fuer Zeitgeschichte 25 (1977), pág. 120-135
[15] H. Graml, Die Auswanderung der Juden aus Deutschland zwischen 1933 und 1939, em Institut fuer Zeitgeschichte, Gutachten des Instituts fuer Zeitgeschichte, Volume 1, Instituto para História Contemporânea, Munique 1958, pág. 80
[16] W. Sanning, op. cit., pág. 39-44
[17] http://www.yadvashem.org/remembrance/names/pot/faq.html
[18] http://www.yadvashem.org./new_design4/data_hall%20of%20names.doc
[19] http://www.yadvashem.org/about_yad/magazine/data3/whats_in_a_name.html
[20] Circular do Centro de Desaparecidos da Cruz Vermelha Internacional, atualizado em 01.01.1993
[21] Juergen Graf, “National Socialist Concentrations Camps: Legend and Reality”, em G. Rudolf, op. cit., pág. 283-309 (www.vho.org/GB/Books/dth/fndGraf.html)

http://inacreditavel.com.br/wp/faltam-6-milhoes/

O socialismo não funciona nem em um prédio, quanto mais em um país

By Marcelo Faria

O condomínio onde moro tem apenas uma coisa cujo custo é socializado para todos: o fornecimento de água.
Como resultado disso, o prédio ficou sem água pela quarta vez em poucas semanas (para tentar resolver um problema criado pelo excessivo uso de água). O fornecimento de energia, que é pago individualmente por cada morador, nunca faltou e nem deu problema até hoje.
Na medida em que não há incentivo para que cada um, individualmente, gaste menos água – afinal, o custo é socializado a todos – cria-se um incentivo ao desperdício e uso indiscriminado do recurso. Se você economiza, essa economia é socializada a todos e você, individualmente, tem um benefício pequeno com isso. Se desperdiça, o custo é distribuído aos demais, reduzindo o valor extra que você paga. Resultado: o sistema de distribuição de água do prédio entra em colapso de tempos em tempos pelo excessivo uso de água.
E isso serve para qualquer produto ou serviço que tenha seu custo socializado. Quando se tem “universidade gratuita” (paga, geralmente a um custo maior por aluno do que as privadas, pelo estado com o dinheiro de milhões de pagadores de impostos), há um incentivo para o desperdício de recursos (salários exorbitantes, excesso de funcionários, comida subsidiada em bandejões) pelos poucos que as utilizam, enquanto o custo é socializado para milhões de pagadores de impostos, os quais estão em uma situação ainda pior do que o exemplo do condomínio: pagam por algo que sequer utilizam.
“Passe livre” nos transportes? Pode estar certo que o uso dos transportes será maior, e como as empresas deixarão de ser incentivadas pelo lucro, passando a atuar totalmente por meio de conluio com os políticos e burocratas que formam o estado – que paga o passe “gratuito” com o dinheiro de todos os pagadores de impostos – haverá menos ônibus nas ruas. E ainda cria-se o incentivo para que as pessoas deixem de utilizar outras formas de transporte mais econômicas, como ir a pé ou de bicicleta, para utilizar os ônibus. Afinal, no “passe livre” você paga de qualquer forma, usando ou não, então é melhor usar, não é mesmo? Resultado: colapso inevitável no sistema, seja pelo excesso de uso ou pela falta do dinheiro necessário para financiá-lo, o que vier primeiro.
Qualquer coisa “gratuita” – ou seja, com os custos socializados a todos por meio do estado – obedece à mesma lógica econômica: os poucos que recebem os benefícios têm incentivos para abusar deles porque todos irão pagar os custos depois.
O socialismo não funciona nem em um prédio e ainda há quem defenda que essa lógica continue sendo usada no fornecimento de produtos ou serviços que podem ser perfeitamente fornecidos a todos pela iniciativa privada em livre concorrência. Ou pior: há quem defenda que o modelo socialista seja implantado em todo o país.
O que meu condomínio precisa é que a cobrança seja individualizada por cada morador, a fim de que os custos (pelo desperdício) ou os benefícios (pela economia) sejam arcados individualmente e livremente por cada usuário. E o Brasil, no fundo, precisa da mesma coisa: que cada um arque livremente e de forma privada pelos produtos e serviços que desejar, sem que os custos sejam socializados com milhões de pessoas posteriormente.