Adolf Hitler entrevistado pelo Daily Mail

A 18 de outubro de 1934, o correspondente especial do Daily Mail, Ward Price, foi recebido por Adolf Hitler. Sobre a conversa abaixo, o correspondente disse que se tratou de uma representação detalhada e direta da posição alemã na política internacional, a qual nunca fora fornecida antes pelo Chanceler do Reich.

O relato oficial sobre a entrevista

No início da conversa, o Chanceler do Reich Hitler exprime seu desgosto pela guerra iniciada a 4 de agosto de 1914 entre as duas grandes nações germânicas, que viveram em paz durante centenas de anos. Ele espera que ambos os povos de mesma ancestralidade possam encontrar o caminho para sua antiga relação de amizade.

O correspondente faz uma série de perguntas:

Ward Price (WP): Poderia interessar a Vossa Excelência que existem sinais em Londres de que vossa popularidade pessoal aumentou extraordinariamente junto ao público britânico desde o último domingo. Lord Rothermere, com o qual eu telefonei ontem à noite, me contou que quando sua imagem foi apresentada no semanário do cinema londrino na segunda à noite, ele foi ovacionado com aplausos entusiastas.

É um fato indiscutível que dentro de certos círculos da opinião pública e mídia britânica, a saída repentina da Alemanha da Conferência do Desarmamento tenha provocado uma significante desconfiança e agitação. Iria ajudar muito a dissipar esta preocupação se o senhor Chanceler me permitisse lhe perguntar de modo bem objetivo sobre este tema. Primeiramente eu gostaria de citar o discurso do secretário da Câmara dos Comuns no Ministério da Guerra, Duff Cooper, onde disse que “nenhum povo da história do mundo tem se preparado para a guerra com tanto entusiasmo como o povo alemão o faz no momento”. Qual resposta poderia ser apresentada aqui?

Adolf Hitler (AH): A 4 de agosto de 1914 eu fiquei muito triste sobre esse fato, que ambos os grandes povos germânicos, os quais através de todos os acidentes e enganos da história humana viveram séculos em harmonia, foram levados à guerra. Eu estaria feliz se esta interminável psicose terminasse e ambas as nações parentes pudessem retornar novamente à antiga amizade.

A afirmação de que o povo alemão se prepara com entusiasmo para a guerra é, para nós, uma intangível distorção do sentido da revolução alemã. Nós, líderes do movimento nacional-socialista, somos quase sem exceção soldados do fronte. Eu quero ver qual soldado do fronte se prepara com entusiasmo para uma nova guerra! Nós nos prendemos no amor fanático por nosso povo, da mesma forma como qualquer inglês digno se prenderia ao seu.

Nós educamos a juventude alemã para a luta contra o inimigo interno e em primeira linha contra o perigo comunista, cuja dimensão as pessoas na Inglaterra nem imaginavam e ainda hoje não possuem noção. Nossas canções revolucionárias não são canções contra outros povos, mas sim canções pela fraternidade no seio da nação, contra a luta de classes e presunção, pelo trabalho e pão, e pela honra nacional. A melhor prova disto é que, durante a fase inicial de nosso governo, nossa SA de orientação exclusivamente política foi perseguida pelo Estado de maneira terrível, sim, nossos membros não apenas não foram aceitos no Exército, como nem foram admitidos como trabalhadores em instalações militares.

WP: A suspeita que a Alemanha tenha objetivos bélicos baseia-se nas seguintes ponderações: acredita-se que o povo alemão seja educado para isso pelo governo nacional-socialista, que tem uma profunda e verdadeira desavença com a França e que isso só possa ser restaurado através de uma vitória alemã.

AH: O movimento nacional-socialista não educa o povo alemão para uma verdadeira ou profunda desavença com a França, mas sim para o amor ao próprio povo e reconhecimento de palavras como honra e honestidade. Você acredita que nós educamos nossa juventude, que é todo nosso futuro e do qual todos nós dependemos, somente a educamos para deixá-la se perder num campo de batalha?

Eu já salientei tantas vezes que nós não temos qualquer motivo para nos envergonhar do desempenho de nosso povo na guerra. Nós não temos, portanto, nada a reparar. A única coisa que nós nos envergonhamos, foram os homens que deixaram a Pátria na mão. Estas pessoas foram eliminadas completamente. Que a juventude alemã possua novamente o sentimento de honra, isso me enche de alegria. Mas eu não vejo o porquê de outro povo se sentir ameaçado por isso. E muito menos ainda como uma nação pensante, tão justa como a inglesa, possa ficar magoada com isso. Eu estou convencido que se o mesmo azar, que atingiu a Alemanha, tivesse atingido a Inglaterra, muito mais ingleses seriam nacional-socialistas do que em nosso caso. Nós não queremos qualquer “desavença” com a França, mas sim um entendimento sincero, certamente sob bases que um povo com sentimento de honra possa aceitar. E, além disso, nós queremos viver!

WP: Uma grande parte da juventude alemã é educada nos campos de trabalho ou como membros da SA e outras formações sob disciplina militar. Mesmo se o governo alemão não intenciona levar a cabo esta formação para situações bélicas, na França e em parte também na Inglaterra, reina o receio que o desenvolvimento de um espírito militar entre os jovens alemães possa exigir algum dia que este conhecimento militar, que eles receberam, seja utilizado na prática.

AH: A juventude alemã não é nem destinada a campos de trabalho, nem à SA e nas sub-formações de caráter militar, as quais elas pudessem estar impelidas a usar isso em algum momento no passado. O que mais se pode reclamar da Alemanha quando, por outro lado, ano após ano em outros países milhões de recrutas experimentam uma verdadeira formação militar!

Nosso serviço social é uma tremenda organização social, que atua de forma conciliatória.

Um exército de jovens que outrora se perdiam nas ruas, nós os reunimos para um trabalho útil. Outras centenas de milhares, que já estariam perdidos outrora nas grandes cidades, nós os educamos nas formações juvenis e da SA tornando-os membros decentes da sociedade humana. Enquanto antes de nós as ruas e praças eram dominadas pelo comunismo, todo o povo sofria sob o terror sanguinário deste bando de assassinos, nós restauramos agora a segurança, a calma e a ordem. Este é o sucesso de minha SA.

WP: Uma visão é ainda bastante popular, que o armamento da Alemanha já está muito avançado do que divulgado oficialmente. Por exemplo, é afirmado que o governo alemão adquiriu fábricas de munição na Suécia, Holanda e em outros países, onde grandes reservas de material bélico são mantidas armazenadas e, aparecendo o perigo de uma guerra, eles seriam transferidos imediatamente pelas fronteiras alemãs.

AH: Esta visão é ridícula. Onde estão estas fábricas na Suécia, Holanda e outros países que nós alegadamente teríamos adquirido? Nossos inimigos publicam em detalhes tudo que deve acontecer na Alemanha, como eles querem. Deveria ser para eles uma brincadeira de criança dizer finalmente, onde se localizam estas fábricas que adquirimos na Holanda e aquelas da Suécia. Segundo meus conhecimentos, a Suécia não é governada por nacional-socialistas, tão pouco a Holanda.

Não seria difícil aos meios de informação investigativos descobrir em qual fábrica holandesa ou sueca são fabricadas munições para a Alemanha e onde são estocadas. Pois deveriam existir inúmeros depósitos. Quão grande é o depósito de munição para um simples exército, qualquer soldado da guerra sabe. E tudo isso se dá escondido aos olhos do mundo investigativo!

Além disso, nós devemos provavelmente resgatar essa munição durante a noite para a Alemanha, via aérea, ou a França iria fornecer um salvo-conduto para nossos navios?

Não. Tudo isso é ridículo. Mas lamentavelmente suficiente para denegrir um povo, que nada mais quer do que seus direitos, num mundo que na verdade é uma única fábrica de rearmamento.

WP: Embora a utilização de artilharia pesada esteja proibida pelo Tratado de Paz, é afirmado na França que os artilheiros do Reichswehr são treinados na artilharia pesada na fortificação costeira alemã. Esta acusação será oficializada provavelmente na próxima semana. Não seria vantajoso, se o senhor Chanceler do Reich já não discutisse isso com eles antecipadamente?

AH: Você acredita realmente que nós nos permitiríamos o luxo, deixar formar os artilheiros de nosso exército de cem mil homens na artilharia pesada das fortificações costeiras, para que eles possam então atirar com os canhões de campo? Nós recebemos autorização para um número irrisório de artilharia pesada na fortificação de Königsberg e, naturalmente, treinamos o pessoal correspondente. No geral, o exército tem infelizmente uma artilharia de campo insuficiente, e nós formamos nosso pessoal de preferência para as armas com as quais eles devam lutar, e não aquelas que nós nem possuímos!

WP: Uma outra causa de preocupação é o ponto de vista que a intenção declarada da Alemanha em recuperar um dia o corredor polonês, seja incompatível com a manutenção da paz. Sob quais fundamentos o senhor Chanceler do Reich julga ser possível realizar negociações com este objetivo?

AH: Não existe absolutamente nenhuma pessoa razoável que poderia caracterizar a solução do corredor como um feito extraordinário da conferência de paz. O sentido desta solução só pode ser um, manter eternamente Alemanha e Polônia num estado de hostilidade.

Nenhum de nós pensa em declarar guerra contra a Polônia por causa do corredor. Nós queremos esperar, contudo, que ambas as nações discutam e negociem a questão de forma impassível.

Deve-se deixar então para o futuro, se encontrar-se-á um caminho possível a ambos os países, para uma solução sustentável a ambos.

WP: A expressão “Povo sem espaço” provocou certa insegurança. Por qual caminho o senhor Chanceler do Reich vê possibilidade de expansão territorial da Alemanha?

A recuperação de antigas colônias alemãs faz parte deste objetivo do governo?

AH: A Alemanha tem muitas pessoas sobre sua superfície. É de interesse do mundo, que uma grande nação não seja suprimida de suas possibilidades de sobrevivência. A questão da repartição das coloniais, independente da localização, nunca será para nós um motivo para guerra.

Nós estamos convencidos, que nós somos tão capazes de administrar e organizar uma colônia assim como outros povos. Nós não vemos nestas questões qualquer tipo de problema que possa atingir a paz do mundo, pois elas somente podem ser solucionadas na base de negociações.

WP: Em certos círculos na Inglaterra espera-se que o atual governo seja um prelúdio para restauração da família imperial. Seria possível que o senhor Chanceler do Reich definisse vossa posição nesta questão?

AH: O governo da atual Alemanha não está empenhado em trabalhar nem para a monarquia, nem ainda para a república, mas sim exclusivamente para o povo alemão. Onde nós olhamos, por toda parte vemos necessidade e miséria, desemprego, decadência e destruição. Eliminar isso, esta é a missão por nós escolhida.

WP: Desde a tomada de poder através do governo de Vossa Excelência, a Constituição de Weimar foi alterada de facto somente em alguns pontos, embora ela não tenha sido revogada.

O senhor Chanceler do Reich intenciona levar avante uma alteração constitucional sob outros fundamentos?

AH: Eu expliquei certa vez, querer lutar somente pelos meios legais. Eu mantive esta vontade. Toda reforma da Alemanha acontece dentro da ordem constitucional. Naturalmente é possível e também provável que nós apresentaremos para votação o resultado geral das modificações em curso, como uma nova Constituição. Eu devo salientar, antes de tudo, que não existe qualquer governo que tenha mais direito do que o nosso em representar o povo!

WP: O senhor Chanceler do Reich vê a Liga das Nações como uma instituição que sobreviveu a seus objetivos e ele pode imaginar determinadas condições sob as quais fosse possível ponderar o retorno da Alemanha à Liga?

AH: Se a Liga das Nações, como nos últimos tempos, pende cada vez mais para um agrupamento de interesses de certos países contra os interesses dos outros, então eu não acredito que ela tenha futuro. A Alemanha não entrará nunca mais em uma associação internacional ou irá participar de uma, caso não venha a ser considerada como um membro totalmente pleno.

Que perdemos uma guerra, isso nós sabemos. Mas também sabemos que nós nos defendemos até então com coragem e valentia, da forma como foi possível. Nós somos homens o suficiente para saber, que após uma guerra perdida, independente se fomos ou não culpados, teríamos naturalmente que arcar com as conseqüências. Nós arcamos com elas! Mas o fato de nós, como povo de 65 milhões de pessoas, sermos constantemente desonrados e humilhados, isso é insuportável. Nós não suportamos esta eterna discriminação, e enquanto eu viver, eu nunca colocarei minha assinatura como governante sob um contrato, o qual eu como pessoa física nunca assinaria, mesmo se isso significasse meu fim! Pois eu também não quero colocar minha assinatura em um documento com a intenção de não manter meu compromisso! O que eu assino, eu mantenho. O que eu não posso cumprir, eu nunca vou assinar.

Talvez como foi Adolf Hitler que disse isso, a classe política mundial não quer de forma alguma negar sua assinatura em acordos onde nunca iriam colocá-la, caso o assunto fosse de foro privado – NR.

WP: A Alemanha se considera libertada das obrigações internacionais existentes com a justificativa que não fora tratada justamente?

AH: O que nós assinamos, nós iremos cumprir da melhor forma possível.

WP: O senhor Chanceler do Reich poderia fazer uma declaração à opinião pública britânica sobre seus planos, que objetivam amenizar a miséria econômica do próximo inverno na Alemanha?

AH: Nós estamos diante de um inverno muito rigoroso. Nós reinserimos na produção em oito meses mais de dois milhões e um quarto, dos seis milhões de desempregados. Nossa missão é, na medida do possível, evitar que aconteça um retrocesso no inverno. No começo do ano, nós queremos então iniciar um amplo ataque ao desemprego. Para isso nós colocaremos uma séria de medidas em prática, das quais podemos esperar um satisfatório sucesso. Junto a uma desoneração da economia de impostos insuportáveis, a uma reconstrução generalizada da confiança, à eliminação de um grande número de leis de inspiração mais ou menos marxista que travam a economia, acontece uma grande retomada do emprego. Como nossas ruas são por um lado insuficientes, por outro se encontram em péssimas condições, será construído uma rede de 6.500 km de estradas rodáveis, iniciadas com plena energia já neste inverno. O financiamento acontece através de nosso imposto sobre veículos automotivos e combustíveis, assim como através de pedágios. Um grande número de outras grandes obras, construção de canais, represas, pontes acontecem simultaneamente. Extraordinariamente grande é nossa atividade na área do cultivo agrícola de nossas terras e com isso o povoamento correspondente. Para a época do inverno, serão utilizados cerca de 2,5 milhões através da combinação de recursos estatais e privados para reparações de nossas habitações, em parte bem precárias. A idéia é que o Estado participe financeiramente com o montante que ele normalmente teria que arcar com o peso do desemprego. E principalmente para ajudar a juventude, iremos reuni-la em campos de trabalho para uma atividade que valha a pena contra um pequeno pagamento, mas com suficiente alimentação e cuidados. Eles ainda não possuem família e podem por isso ser acomodados em simples barracas e alojamentos semelhantes.

Através de medidas especiais nós possibilitaremos a saída das garotas das fábricas através da formação da família, e lentamente o retorno dos homens. Porém, como a necessidade ainda será muito grande, nós organizamos uma gigantesca ação comunitária para o inverno apoiada principalmente pelos nossos camponeses, a qual ajudará, principalmente com alimentos, a população pobre e carente das indústrias e da cidade. É uma enorme ação comunitária e simultaneamente uma ligação entre cidade e campo. Nós abasteceremos com esta organização cerca de 6 milhões de pessoas, pelo menos com o essencial, em material para queima e alimentos e em parte com roupas. Em todo caso nós nos esforçamos em providenciar o mais importante, que pelo menos a fome seja saciada nos piores casos. Pois até o momento foi graças ao Tratado de Paz de Versailles que em média na Alemanha, cerca de 20.000 pessoas anualmente tinham que tirar suas vidas devido à miséria e aflição.

Você entenderá que um governo e um povo que estão diante de tal missão, não podem desejar outra coisa do que paz e tranqüilidade. E com isso, finalmente também, direitos iguais.

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s