Bonde do Tigrão, as Cachorras e as novas “Senhoras” da sociedade

Volta e meia ouvimos mulheres de 25-30 anos reclamando da sociedade machista e dos vagabundos, tarados e safados. Elas tem razão de reclamar, pois a geração de homens da mesma idade delas são certamente o lixo da sociedade, poucos se salvam. Essa ressalva eu faço para poder escrever o texto que se segue, pois senão a chiadeira seria dificil de suportar.

Vamos começar pelas adolescentes da decada de 2000. Quando voce conversa com uma mulher dessa geração, que no fim da decada de 90 e inicio da decada de 2000 eram adolescentes, muitas vezes percebemos que elas tem a memória curtíssima. Elas, por exemplo, não se lembram que a cultura masculina de hoje foi produzida pelos hits daquela época, onde o Bonde do Tigrão e similares dominavam as boates, bares, inferninhos e pasmem: festas “familiares”. Portanto, a cultura sexual criada nesses anos dessas duas decadas desvalorizou a mulher de uma maneira inigualável. E o pior dado: com a ajuda delas. Quem não se lembra do grito “Solte as cachorras” nas boates noturnas e nos bares e festas “familiares”? Quem se lembra da resposta? A resposta era: “as cachorras uivavam”. Portanto, se o vagabundo de hoje não respeita a mulher, ele não pode ser culpado inteiramente: o vagabundo de hoje é produto do “meio” de ontem. E o meio cultural em que ele foi criado, mulher se considerava uma “cachorra no cio”, que uivava de prazer ao som do Bonde do Tigrão. E fica a reflexão: como se respeita alguém que não se respeita? “Ha, mas eu mereço respeito por ser mulher”. Esse argumento dela é válido? Bem, pergunte ao algoz dela, não a mim.

Converse 10 minutos com uma mulher  dessa geração do Bonde do Tigrão e observe o absurdo:
– Ela: “Meu marido não me respeita, conheci ele num baile funk, e nos divertimos muito ao som do Tigrão. Mas isso é passado”
– Blogueiro: “Então foi lá que vocês se conheceram?
– Ela: “Foi. Eu e ele uivamos muito ao som do ‘solte as cachorras’. Mas desde então as coisas foram de mau a pior, ele nunca me respeitou”
– Blogueiro: “Então ele era o cachorro no baile e tu…”
– Ela: “Ha, que saudade eu tenho desse tempo de adolescente. Como eu e meu marido erámos felizes.”
– Blogueiro: “E sua filha”?
– Ela: “Ha, sim, ela é linda, tu notou? Inteligente. Só gosta dos clássicos”
– Blogueiro: “Mozart, Chopin?”
– Ela: “Não, ela é fera dançando “Rabetão tão tão no chão’,
mc lan, e ‘vai joga o bumbum na piroca’ mc skott. Ela tem um grande futuro”
– Blogueiro: “Sim, imagino que grande futuro é esse”.

O diálogo fictício acima demonstra o absurdo de nossa sociedade e de nossa cultura atual. O primeiro dado: o meio produziu a mulher e o homem atual. E que meio foi esse? Um meio promíscuo, baseado na ideia de que a mulher não passa de uma cadela no cio, ao bel prazer dos “cachorros”. Um meio onde a mulher pouco valia, a não ser como objeto dos mais sórdidos sentimentos sexuais de pervertidos. E a mulher ajudou a criar essa cultura onde seu valor é pouco ou praticamente nada. Portanto, fica dificil entender porque elas reclamam tanto da própria cultura que ajudaram a criar. Os homens são safados, como argumentam? São. Mas reflita: eles seriam, se não houvesse o Bonde do Tigrão, os bailes funk e inferninhos, onde passaram a adolescencia ouvindo e vendo a mulher descer ao mais baixo nível possível? Duvido.

O dado concreto é que essa zona em que vivemos, conhecida erroneamente por “sociedade”, foi criada por livre e espontanea vontade de homens e mulheres que convivem juntos hoje, aos trancos e barrancos. Se o homem não merece o mínimo respeito, como não merece e isso todos concordam, a mulher também não pode exigir respeito. Respeito se exige quando a pessoa tem conciencia de que fez por merece-lo, e não vejo como uma mulher nessas condições relatadas acima pode faze-lo. Há uma crise de respeito sim, mas há uma crise primeiramente de moral, onde mulheres e homens achincalharam tanto a si mesmos, que conseguiram criar uma sociedade mais parecida com uma zona. Fazer o que agora? Nada, senhoras e senhores. “Há, mais o bandido…”. Pode ter certeza que o bandido de hoje é filho de uma “cachorra” do baile funk passado, que engravidou de um sabujo na saidinha do mesmo. Portanto, o bandido de hoje é produto do meio imundo de ontem, ele é fruto da cultura que você ajudou a criar. “Ha, mas tem uma zona perturbando minha familia”. Tem, é? Pode ter certeza que as prostitutas que lá estão, são filhas de outras zonas que tu ajudou criar no passado, quando tu não era casado ainda e andava passando o rodo nas novinhas nesses bailes malditos. Quem sabe uma das putas não seja uma das tuas filhas que tu abandonou, depois de uma rápida transa depois de um baile da vida?

Adolescente ensinando vagabundo a respeita-la através do hit “joga o bumbum na …”. Deve ser por isso que a cada dia que passa a mulher é mais valorizada em nosso país, depois de uma aula didática destas

Portanto, senhores e senhoras, vocês não tem o direito de reclamar da bagunça que é nossa nação. Vocês e unicamente vocês são os responsaveis por essa zona lambancenta e violenta em que vivemos hoje.

Eliel

http://100promiscuidade.blogspot.com.br/2017/09/bonde-do-tigrao-as-cachorras-e-as-novas.html

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