Autor: bunkermarlonadami

Historiadora defende que a palavra ‘mulata’ não vem de mula. kkk

O problema todo seria etmológico, pela palavra provir de mula – indicando mestiçagem, hibridismo, e esterilidade. Porém, segundo Chastan, autora de “Por Que América?”, a origem do termo pode ser outra. “A palavra mulata poderia ter se originado do termo árabe muwallad (= mestiço de árabe com ‘não árabe’). O homem que ‘garimpou’ essa palavra (muwallad), conhecia, presenciara e presenciava essa mestiçagem, tanto assim, que buscou em sua língua uma definição (registrando e batizando-a), não deixando margem a nenhuma dúvida: muwallad = mestiço de árabe com ‘não árabe’. Esse homem a quem se deve esse registro, tudo indica que poderia ser um árabe do norte da África e que referia-se (inicialmente) ao mestiço do árabe com a negra – a não árabe’, diz ela.
Após explicar os raptos de mulheres por tribos nômades, Lita Chastan destaca a presença da cultura árabe na formação da língua portuguesa. “Podemos visualizar o árabe atravessando o Estreito de Gibraltar (711 d.C.). Desde então, no decorrer de oito séculos (711–1492), o vocabulário português viu-se enriquecido com centenas de palavras árabes, dentre as quais, por extensão e analogia, mulata”, afirma, no artigo “MULATA, estudo de um caso mal contado”. E completa: “Muwallad (mualad, mulad) = mestiço do árabe com o ‘não árabe’ / Mulata = mestiça do branco com a negra. Concluímos (ainda na década de 1980), na tão querida e saudosa Unitau – cursando história, frente a frente com a História da Península Ibérica, que a palavra mulata é corruptela do termo árabe muwallad (mualad, mulad, mulata)”.
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Venezuelano perdeu 8,7 quilos no último ano. Três refeições virou luxo

O socialismo de Chávez e Maduro obrigou o venezuelano a fazer uma cruel e indesejada dieta forçada, especialmente para a crescente parcela mais pobre da população. No início deste ano, uma nova versão de um relatório conhecido como Enquete Nacional de Condições de Vida (Encovi), elaborado por um consórcio de universidades venezuelanas, colocou números na crise que a população já sente cotidianamente na pele: a investigação mostrou que 72,7% da população do país perdeu peso no último ano, perdendo em média 8,7 quilos.

A porcentagem de venezuelanos capazes de fazer três refeições por dia despencou: entre 2015 e 2016, a parcela da população que comia café da manhã, almoço e jantar passou de 88,7% para 67,5%.

 

A Encovi também demonstrou uma mudança abrupta nos modos de alimentação dos venezuelanos, que passaram a depender de uma dieta mais pobre e menos variada (quase metade dos consultados considerava sua alimentação “monótona”, com pouca diversidade de produtos, ou “deficiente”). O consumo de itens como carne de gado, frango, leite, pescado, ovos e frutas tem caído anualmente, sendo substituídos por hortaliças e tubérculos, muito mais baratos e de menor valor nutricional. Mais de 93% dos venezuelanos consideraram sua renda insuficiente para a compra de alimentos.

As dificuldades financeiras se manifestam na economia de modo geral, mudando até mesmo hábitos corriqueiros como o de comer fora de casa – o número de venezuelanos que dizem comer pelo menos ocasionalmente em restaurantes despencou de cerca de 45% em 2014 para menos de 20% no ano passado.

O anunciado socialismo chavista falha até mesmo em promover uma diminuição da diferença entre as parcelas mais ricas e pobres da população – os maiores consumidores de itens como carne e frutas ainda são as famílias consideradas “não pobres”, enquanto o restante da população tem como os principais alimentos a farinha de milho e o arroz.

Em uma tentativa desesperada de compensar a deficiência calórica de sua alimentação, são também aqueles em situação de pobreza extrema os que consomem mais açúcar. No último ano, a incidência de diabetes aumentou no país.

Caos econômico

Os problemas alimentares não surgiram do nada. A Venezuela vive hoje uma grande depressão econômica, em proporções jamais registradas em sua história. O PIB do país tem caído sucessivamente desde 2014 e a inflação cresce a ponto de jogar grande parte da população na indigência. Só no ano passado, o PIB se retraiu mais que 18% – e a previsão do Fundo Monetário Internacional (FMI) para este ano é de nova queda acentuada, na ordem de 12%. A inflação para o ano que vem é prevista pelo FMI em mais de 2.300% (isso mesmo: dois mil e trezentos por cento!).

E o que causou tamanha crise? A queda nos preços do pétroleo? Errado. É preciso voltar alguns anos antes para saber a real razão do inferno venezuelano. Mas tem a ver com socialismo, autoritarismo e outras pragas comuns na América Latina.

Quando Hugo Chávez chegou à presidência da Venezuela, em 1998, ele não prometia socialismo. Naquele momento, encarnou a insurreição, a rebelião, a interrupção, mesmo a antipolítica – mas não o socialismo propriamente dito.

Ele prometeu acabar com a pobreza, a desigualdade e as crianças de rua, sem deixar muito claro como. Talvez os primeiros sinais de suas intenções sejam suas declarações dois anos depois, em 2000, quando disse que Cuba era o “mar da felicidade”, e que a Venezuela estava indo para lá. Ou, possivelmente, a Lei de Terra e Desenvolvimento Agrário imposta em 2001, que permitiu ao chavismo ocupar quase 4 milhões de hectares da propriedade privada em 16 anos. Deu certo a reforma agrária chavista? A maioria está atualmente improdutiva.

Na mesma época, a “burguesia” e o “neoliberalismo” começaram a aparecer no discurso oficial – como inimigos a serem combatidos. Em seguida, vieram as “missões sociais” para mitigar o analfabetismo e massificar o acesso à saúde primária, o ensino médio, a alimentação e a habitação, entre outras coisas.

Algumas medidas, apesar do sucesso inicial, logo tiveram sua fragilidade evidenciada quando a economia baseada na exportação de petróleo entrou em colapso. O regime chavista, hoje embandeirado por Maduro, atribui a crise à “guerra econômica”, ao “assédio financeiro global iniciado nos EUA” e a “100 anos de economia rentista e dependente do petróleo”.

Essas foram as respostas oferecidas por um exasperado Nicolás Maduro em novembro deste ano, para o único jornalista a quem concedeu entrevista exclusiva em muitos anos, o catalão Jordi Évole. E por que o chavismo não conseguiu mudar a “economia rentista” que critica? Porque “os tempos econômicos para a transformação não são tão rápidos como os tempos políticos, e quando a revolução começou a levantar o esforço econômico, tivemos a queda mais abrupta e trágica dos preços do petróleo”, afirma Maduro. Dezoito anos se negando a deixar o poder e mais de 900 bilhões de dólares em rendas petroleiras não foram suficientes para a Revolução Bolivariana.

Corrupção, clientelismo e ineficiência

José Manuel Puente, economista e professor da Escola de Governo Blavatnik da Universidade de Oxford e do Instituto de Estudos Superiores de Administração da Venezuela, afirma que o projeto chavista é uma grande fraude para a sociedade venezuelana. “Na Venezuela, o modelo rentista foi aprofundado, exacerbado. O que estamos vendo é uma revolução rentista que alcançou ilusões de harmonia às vezes, basicamente graças ao choque petroleiro”, diz.

Puente se refere aos quase 900 bilhões de dólares em rendas que a Venezuela recebeu do petróleo entre 1999 e 2014, o maior montante desde 1917. “Você não pode falar de reivindicação real dos mais humildes quando, depois de 18 anos e toda essa riqueza, acabou tendo a pobreza duplicada (de 45% em 1999 para 82% em 2017), perda de peso verificada da população, contração econômica de -35%, a inflação mais alta do mundo e níveis de escassez nunca antes vistos”, afirma. “Uma grande oportunidade para transformar esta sociedade foi perdida”.

O fracasso reside no contraste entre “o potencial de riqueza e a extraordinária pobreza que a Venezuela experimenta após uma suposta revolução socialista”, diz Puente.

A política econômica é resumida pelo economista em cinco linhas: controles de preço; controles de câmbio; controles da taxa de juros; controles no mercado de trabalho; nacionalizações e expropriações que impactaram negativamente o investimento direto na Venezuela. Para ele, o “gasto social” que o chavismo tem feito é o maior da história contemporânea da Venezuela, mas só serviu para gerar ilusões, não lançando as bases para uma mudança estrutural na economia e na sociedade. “Todo esse dinheiro foi perdido em corrupção, clientelismo e ineficiência”, assinala.

José Manuel Puente acrescenta: o declínio nos preços do petróleo não pode ser considerado necessariamente a origem do colapso macroeconômico. “Em 2017, prevê-se que a Venezuela tenha a maior taxa de contração econômica de todos os países membros da OPEP (Organização dos Países Exportadores de Petróleo) e a taxa de inflação mais alta do mundo. O ciclo de contração econômica começou antes do declínio nos preços do petróleo, e é devido à má gestão da política econômica nos últimos anos”, aponta.

Violência

Para Pedro Enrique Rodríguez, psicólogo clínico venezuelano e professor do Instituto de Psicologia da Universidad del Valle, na Colômbia, o chavismo é claramente um projeto socialista autoritário. “A Venezuela está entre as visões autoritárias e fortemente militarizadas da história contemporânea”, rotula. Os impactos dessa política na psicologia social venezuelana, segundo o especialista, são variados. Rodríguez estima que eles se manifestam em dois padrões de comportamento – um político, que teria sido criado deliberadamente, e um social, que pode ou não ser deliberado.

“Para criar o padrão político, o chavismo usou uma estratégia psicossocial clássica: a polarização política. Ele criou dois sujeitos sociais diferenciados: o chavista e o opositor radical. Dois sujeitos de certa forma caricaturados pelo ambiente polarizado e, ao mesmo tempo, com diferentes graus de sofrimento psicossocial, que não teriam desenvolvido se a polarização não fosse uma necessidade do projeto chavista”, define Rodríguez.

O padrão de comportamento social tem várias manifestações, incluindo a violência e a alta incidência de crimes na Venezuela – os especialistas identificam correlações entre o período chavista e o aumento sustentado nos índices de violência, anualmente.

No ano passado, o índice de homicídios chegou a 70,1 por cem mil habitantes, colocando o país em segundo lugar no ranking mundial – no Brasil, que também enfrenta uma grave crise de segurança pública, esse índice é menos da metade, com 30,5 casos a cada cem mil pessoas registrados no ano passado, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS).

O economista José Manuel Puente estima que o aumento do desemprego e a queda dos salários reais são incentivos claros para um aumento na criminalidade. “O que é incrível é que mesmo entre 2004 e 2013 isso tenha acontecido, com tanto dinheiro e com a ilusão de harmonia que a Venezuela viveu”, afirma.

Além da violência, outro fenômeno identificado por Pedro Enrique Rodríguez como padrão social resultante do “Socialismo Bolivariano” é o migratório. De acordo com organizações civis que monitoram a diáspora venezuelana, mais de dois milhões de pessoas emigraram nos últimos 18 anos, e os pedidos internacionais de asilo feitos por venezuelanos aumentaram 8.828% entre 2012 e 2016, saltando de 505 para mais de 34,2 mil.

Corrupção

De acordo com o cientista político Ronal F. Rodríguez, professor e pesquisador do Observatório da Venezuela na Universidad del Rosario (Colômbia), o chavismo tentou contornar a crise aos olhos do mundo usando uma estratégia discursiva que buscou simpatia em contextos geográficos alheios à realidade venezuelana. “O governo venezuelano tem usado historicamente o termo ‘socialismo’ para tentar enaltecer as ações e decisões que toma. A linguagem na política também é usada com uma lógica de combate para tentar ganhar certas legitimações”, diz.

O Observatório da Universidad del Rosario estudou as “missões sociais” implementadas como políticas públicas na Venezuela desde 2004. “Na época, eram bastante inovadoras. Não eram instituições propriamente estatais, mas trabalhavam por meio de figuras paralelas, o que lhes permitiu proceder de forma mais expedita com os recursos e resolver problemas chave”, diz Rodríguez. Apesar do êxito inicial em áreas como a alfabetização, agora prevalece um grande contraste com o estado atual da educação na Venezuela.

“Hoje, a desestruturação da educação é absoluta”, entende. “O modelo que foi implementado há uma década, e que teve alguns sucessos no curto prazo, também gerou um abatimento que causou o reaparecimento de problemas que já tinham sido resolvidos”. Rodríguez destaca que a precariedade institucional das “missões” as transformou em um terreno fértil para a corrupção. “Como elas não têm os mesmos procedimentos de vigilância e controle que as políticas públicas têm no quadro institucional, elas acabaram sendo uma fonte de enriquecimento para alguns setores da própria Revolução Bolivariana”, indica Rodríguez.

Para o cientista político, existe uma “lógica cubana” por trás da narrativa socialista venezuelana: “Muitos dizem que a fila para comprar produtos básicos é algo que é feito em nome da ‘dignidade’. Eles procuram confundir a dignidade com o sofrimento”.

Valentina Issa Castrillo, de Caracas

A origem da Ideologia de Gênero

 

É como se alguém tivesse aberto as portas de um hospício e as teorias dos loucos mais famosos se tornassem a matéria principal das melhores escolas e universidades do mundo.

Não há nada de objetivo em seus pensamentos, nem mesmo a diferença biológica cromossômica XX e XY que determina os sexos masculino e feminino. Cada um é o que imagina ser!

Este é o argumento dos ideólogos de gênero e profetas do “pansexualismo”, alguns cujas teorias foram divulgadas antes de entrarem em uma camisa de força. Entre eles estava a pedofilia, bestialidade, a toxicodependência de forma grave e, em alguns casos, o suicídio.

Quem conseguiu ter uma vida tranquila entre eles foi uma exceção.

O filósofo alemão Friedrich Nietzsche

Entre eles não esteve apenas uma revolta contra a família dita “tradicional”, em especial contra os pais (figura paterna), a imposição do relativismo e do politicamente correto, mas principalmente uma guerra contra a natureza, ou seja: a realidade mais óbvia. Entre eles imperou o absolutismo do desejo, da vontade, das ideologias.

Não há nada fora de nós [de nossas mentes] que seja objetivo, disse Fiedrich Nietzsche, o filósofo a partir do qual todos os ideólogos de gênero [do sec. XX] deram início a suas teorias.

Terapia sexual

Deus está morto, disse o pensador alemão, e se Deus morreu, também morreu a natureza criada por Ele. Portanto, nada define o que sou, só eu posso definir isso. Nietzsche, aliás, acabou em um hospital psiquiátrico nos últimos anos da sua vida.

Ideólogos da sexualidade, alguns adeptos da filosofia nietzschiana, desenvolveram verdadeiras psicopatologias, terminando seus dias como internos psiquiátricos da mesma forma que o “grande mestre”. Este foi o caso do médico alemão Wilhelm Reich, ícone da Psicologia moderna por ter sido o idealizador da abordagem teórica conhecida como “Bioenergética”, uma versão “científica” de concepções místicas milenares importadas do Oriente.

O médico Wilhelm Reich abraçou sua sexualidade bem cedo, tentando, sem sucesso, fazer sexo com a babá de seu irmão quando tinha quatro anos e meio, e finalmente conseguindo com a cozinheira da família aos 11. Aos 12, Reich descobriu sua mãe fazendo sexo com um de seus tutores. Quando ele contou ao pai, o homem espancou repetidamente a mãe de Reich até que ela cometesse suicídio. Daí seu ódio posterior ao patriarcado. Reich se culpou pelo caso.

Reich e sua primeira esposa, Annie, que lhe conheceu aos 18 anos quando ainda era a sua paciente

Dos 15 aos 17, ele fez diversas visitas a bordéis e registraria fantasias sexualizadas com sua mãe em seu diário aos 22 anos. Lore Reich Rubin, a segunda filha de Reich, diria mais tarde ao jornalista Christopher Turner que acreditava que Reich tinha sido vítima de abuso sexual na infância.

Após vários conflitos com a justiça, com a comunidade científica e de relatar ter travado uma “batalha interplanetária em larga escala” para defender a terra de alienígenas interessados em uma máquina que criou, chamada “cloudbuster”, ele também abusou de mulheres que participaram da sua “terapia sexual”. Reich então morreu de ataque cardíaco na penitenciária de Lewisburg, na Pensilvânia, EUA, em 1957, após ser diagnosticado com esquizofrenia paranóide e progressiva.

Ortodoxia comunista

Uma vida semelhante levou o filósofo francês Michel Foucault, considerado uma das maiores referências da ideologia de gênero.

Homossexual, membro do Partido Comunista, teve uma juventude um pouco conturbada, durante a qual foi iniciado no sadomasoquismo e uso de drogas de todos os tipos durante seu tempo na União Soviética. Ele tentou o suicídio várias vezes e morreu de AIDS em 1984, aos 57 anos.

O filósofo comunista francês Louis Althusser

Outro filósofo comunista francês, Louis Althusser [acima], não terminou muito bem. Em 1980 ele estrangulou sua esposa Hélène, o que levou à sua internação em um hospital psiquiátrico.

Althusser escreveu a obra “Aparelhos Ideológicos do Estado”, onde demonstra como uma ideologia é utilizada para subverter e controlar culturalmente uma nação, através de recursos (aparelhos) como às escolas, universidades, força policial, sindicatos, etc.

Planned Parenthood

Hoje todo mundo está falando sobre Planned Parenthood, a grande multinacional americana que promove o aborto em vários países. Apenas nos Estados Unidos, 530 milhões de dólares eram usados para financiar cerca de 324 mil abortos – por ano – no país, dinheiro esse que foi cortado em janeiro desse ano com a posse do Presidente Donald Trump.

A fundadora da Parenthood, Margaret Sanger, abandonou seus filhos por causa da sua ninfomania. Grande fã de eugenia e controle populacional, especialmente entre a população imigrante e as classes sociais mais pobres, chegou a flertar com a racista Ku Klux Klan. Ela morreu em 1966, quando era uma alcoólatra incontrolável.

A feminista “radical” Shulamith Firestone

Para Shulamith Firestone, outra grande referência do feminismo radical e da ideologia de gênero, a maternidade foi “a opressão radical das mulheres.” Ela passou vários anos em uma clínica psiquiátrica devido ao tratamento da sua esquizofrenia, quando em 2012 foi encontrada morta em casa.

Além da iniciação sexual infantil, Firestone defende no livro “A Dialética do Sexo” a extinção total das diferenças sexuais, negando que a maternidade, por exemplo, seja exclusividade das mulheres e algo natural. Para isso ela propõe que novos métodos de reprodução sejam explorados, para que a mulher não precise mais dar a luz.

“Assim também a meta final da revolução feminista deve ser, ao contrário da meta do primeiro movimento feminista, não apenas a eliminação do privilégio do homem, mas também da própria distinção sexual: as diferenças genitais não mais significariam culturalmente”, escreveu ela
De resto, a contribuição da ideologia de gênero feminista tem sido muito ativa. Outra conhecida por seu radicalismo era Kate Millet, de ideias maoístas, que “se converteu” ao lesbianismo não meramente por uma questão sexual, mas pelo ódio aos homens.

Grande defensora do totalitarismo, ainda disse que “o privado também é político”. No final da sua vida, ela foi internada em um hospital psiquiátrico e pediu vigilância 24 horas, porque ela mesma estava ciente do seu desejo incontrolável pelo suicídio.

Margaret Mead disse que os papéis sexuais eram construídos culturalmente a partir da sua experiência na região de Samoa, na Polinésia Oceania. Mas em seguida mostrou que a ilha não era representativa em relação ao conjunto da humanidade

Outra mulher e não menos importante do que Mead foi a filósofa feminista Simone de Beauvoir. A namorada do filósofo existencialista Jean Paul Sartre argumentou que ninguém nasce mulher, mas se torna. Segundo ela, isso é uma “construção social”.

A morte dela por causas naturais foi uma exceção entre a multidão de suicídios cometidos por outros autores.

filósofa feminista Simone de Beauvoir

Além disso, ela tão pouco quis saber das conclusões de Margaret Mead. Dessa forma, sua grande contribuição para o progressismo e o marxismo cultural foi o conceito de gênero como uma construção social que seria introduzida na psicologia e sexologia dos anos 50.

Um refúgio do progressismo repressivo

Kinsey, um pedófilo e promotor do sadomasoquismo, havia reivindicado que 37% dos homens tinham experimentado orgasmo homossexual; em seguida, a fraude foi descoberta: fez a pesquisa somente entre a população prisional

O rigor científico não era a preocupação do sexólogo mais influente da Universidade de Indiana. As conclusões de Kinsey, alcançadas após a realização de 5.300 entrevistas pessoais, foram na verdade fraudadas por seus métodos e intenções. Além de fazer as entrevistas em contextos discrepantes da realidade social comum, como entre a população prisional, mais tarde soube-se também que Kinsey e sua equipe praticavam a pedofilia e promoviam o sadomasoquismo na Universidade de Indiana.

A autora responsável por grande parte dessas denúncias foi Judith Reisman. Para o leitor(a) interessado, procure pela obra “Kinsey: crimes e consequências” e entenda como Reisman iniciou suas investigações.

Antropólogo francês Georges Bataille

Igualmente perturbado foi o antropólogo francês Georges Bataille. Embora inicialmente tenha estudado para o sacerdócio, muito cedo abandonou esse caminho afirmando que suas verdadeiras igrejas eram os bordéis de Paris.

Ele foi um defensor do satanismo orgiástico e fundou uma sociedade secreta para a prática de sacrifícios – não foram realizados, embora tivessem surgido voluntários – e sexo ritual.

Comentário:

A ideologia de gênero possui raízes e autores mais antigos que os citados pela matéria acima. A diferença está no delineamento e consolidação da concepção de “gênero” como uma ideologia. Para entender isso, saiba o que é uma ideologia clicando aqui.

O francês Abel Jenniere, por exemplo, autor de “Antropologia Sexual”, foi um dos primeiros a dar os contornos dessa ideologia, ao tentar explicar por meio do pensamento antropológico o comportamento sexual humano. Os argumentos desse autor são rasos, mas ilustra com precisão o que seria dito décadas depois da sua obra por alguns dos autores citados acima, como Shulamith Firestone.

O arqueologista Timothy Taylor, professor da Universidade de Viena, defende que já na era glacial havia a concepção de “signos sexuais”, o que podemos entender como equivalente à ideia de “gênero”. Todavia, diferentemente da atualidade, a noção de gênero no passado servia para reforçar a diferença entre os sexos e não para ignorá-la. O que vale entender aqui é que a noção de “gênero” não é fruto do século XX.

Os autores citados na matéria apenas desenvolveram a questão de “gênero” como uma ideologia e puseram nela uma maquiagem “científica”, motivo pelo qual se tornaram mais conhecidos, bem como pelo avanço globalizado dos meios de comunicação.

Com informações: Actuall / Vice
Comentário: Will R. Filho

Caranguejos e esquerdistas – ambos têm a mesma mentalidade invejosa

Há algo de engraçado nos caranguejos: quando um único caranguejo está sozinho dentro de um balde, ele fará de tudo para tentar escalar e escapar. E normalmente conseguirá.

Já se você colocar vários caranguejos dentro do mesmo balde, nenhum conseguirá escapar, pois todos os outros caranguejos sempre irão puxar para baixo aquele que eventualmente estiver conseguindo fazer sua escalada rumo à liberdade. No final, em decorrência disso, todos morrem.

Sociólogos utilizam o termo “mentalidade de caranguejo” como uma referência metafórica a um grupo de pessoas que, ao ver que um indivíduo está tentando melhorar sua vida, tenta impedir que isso ocorra, fazendo de tudo para puxá-lo para baixo, mantê-lo inerte e compartilhando o mesmo destino coletivo do grupo.

A mentalidade do caranguejo segue a máxima do “se eu não consigo, você também não pode conseguir”. Não tenho a mínima ideia do motivo de os caranguejos fazerem isso; mas sei por que seres humanos agem assim: inveja e ciúmes.

A mentalidade de caranguejo pode ser observada nos humanos sempre que membros de um grupo tentam negar, diminuir ou mesmo acabar com os feitos de qualquer outro membro que consiga ser mais bem-sucedido que todos os outros. A motivação da mentalidade de caranguejo é a inveja, o rancor e o ódio em relação a quem está sendo bem-sucedido em meio a todos, e o objetivo é acabar com o progresso dessa pessoa.

A síndrome dos caranguejos em um balde é a atitude negativa que algumas pessoas têm em relação ao sucesso das outras. Quantos de nós já tentamos abrir um negócio, melhorar a própria educação, aprender um novo idioma, tentar um novo emprego, ou mesmo começar uma dieta ou um programa de exercícios físicos, e fomos prontamente dissuadidos por outros à nossa volta dizendo que não valia o esforço e que estaríamos perdendo tempo?

Obviamente, a mentalidade de caranguejo não está limitada a indivíduos. Ela é facilmente observada no comportamento de grupos, comunidades e até mesmo nações inteiras. E, embora a mentalidade de caranguejo seja universal, em algumas sociedades ela já se tornou uma atividade genuinamente nacional, coordenada e implantada sob o disfarce de políticas públicas que almejam a redistribuição de riqueza, a igualdade de renda, a tributação progressiva, as reservas de mercado, as cotas raciais, sociais e sexuais em empresas e universidades, e vários outros tipos inimagináveis de igualitarismo.

O objetivo final é sempre puxar para baixo aqueles que estão conseguindo algum progresso.

A mentalidade de caranguejo ao redor do mundo

Esta é, obviamente, a política oficial de regimes comunistas, nos quais as ideologias coletivistas apelam ao mais baixo sentimento de inveja dos indivíduos, excitando a cobiça destes pela propriedade e pela renda alheia.

Na China, em 1984, quando o líder comunista Deng Xiaoping introduziu reformas de mercado para reverter o estrago de décadas de comunismo sangrento, seu objetivo era conter o avanço dessa mentalidade de caranguejo. Isso o levou a pronunciar sua famosa frase: “enriquecer é glorioso“. Por outro lado, em Cuba, o general Raul Castro disse que não será permitido que eventuais atividades econômicas “não-estatais” levem a uma “concentração de riqueza”.

No Leste Europeu, após décadas de experiência comunistas, as atuais sociedades pós-comunistas ainda hoje sofrem de severos casos de síndrome da mentalidade do caranguejo sempre que tentam estimular o empreendedorismo e elevar o progresso econômico. Formas mais sutis e não-oficiais de mentalidade de caranguejo podem ser observadas nas culturas latinas (inclusive européias), onde há um certo estigma em relação a empreendedores e a pessoas bem-sucedidas em geral.

Historicamente, na Europa — e, por legado cultural, na América Latina —, a boa vida almejada pela maioria era uma vida de lazer, uma vida livre da necessidade de trabalhar, simbolizada pelo aristocrata que não sujava suas mãos. Na América Latina, isso se traduziu em políticas governamentais que, ao priorizarem o igualitarismo e criminalizarem o empreendedorismo e o sucesso, não criaram condições propícias para que os indivíduos fossem livres para criar, empreender, comercializar, prosperar e, com isso, escapar do seu balde da pobreza.

Sociedades que condenam o individualismo, o empreendedorismo e a busca pelo lucro, e que fomentam uma cultura de igualitarismo, vitimismo e inveja, enfatizando a necessidade de todos serem cuidados dentro de um mesmo balde comunitário cheio de caranguejos, estão condenadas ao declínio e à irrelevância. Os defensores desse arranjo parecem não entender que, quando há políticos e burocratas cuidando de nós, são eles também que estão decidindo por nós. A liberdade e a responsabilidade individual são abolidas.

Conclusão

Ideologias coletivistas, representadas pela mentalidade de caranguejo, se baseiam na ideia de que a vida de um indivíduo não pertence ao indivíduo, mas sim à sociedade na qual ele está inserido.  O indivíduo não é reconhecido como um ser que possui direitos inalienáveis — como o de não ter sua propriedade confiscada, sua liberdade tolhida e sua vida retirada —, e que pode conquistar o sucesso, mas sim como um ser amorfo que deve abrir mão de seus valores e interesses em nome do “bem maior” da sociedade.

O ideal coletivista identifica o coletivo como sendo a unidade central da preocupação moral.  Os únicos direitos que um indivíduo possui são aqueles que a sociedade autorize que ele tenha.

Por isso, escapar do balde e abolir a mentalidade de caranguejo só será possível quando as pessoas adotarem atitudes sociais cujo foco seja a melhora da própria vida, e não a inveja em relação às conquistas dos outros. Para escapar do balde é necessário valorizar o sucesso, e não puni-lo. É de suma importância reconhecer que a acumulação de capital (ou seja, a riqueza não consumida) daqueles que escaparam do balde da pobreza antes de nós representam uma capacidade de investimento que, quando colocada em prática, impulsionam o crescimento econômico de uma nação.

Eis a receita: buscar inspiração no sucesso daqueles que escaparam do balde, e incentivar aqueles que estão tentando escalar as laterais do balde. Talvez, se todos nós escalarmos juntos, podemos acabar virando o balde e nos libertando a todos.

José Azel. Azel foi exilado político de Cuba aos 13 anos de idade, em 1961, e é o autor do livro Mañana in Cuba.

A história da bebida alemã que passou meio século sob disputa no Brasil

Dirigível sobrevoa o Rio de Janeiro
Paul Underberg chegou ao Brasil em 1932 a bordo de um dirigível | Foto: Divulgação

Uma bebida amarga, a invasão de Hitler à Áustria, uma disputa familiar de meio século e um segredo guardado por monges beneditinos. A história do alemão Paul Underberg com o Brasil tem todos esses capítulos e começa de uma maneira não menos singular, em 26 de maio de 1932, quando ele embarcou em um dirigível rumo ao Rio de Janeiro.

A viagem no Graf Zeppelin desde Friedrichshafen, na borda sul da Alemanha, durou cinco dias.

Paul era neto de Hubert Underberg, que em 1846 criou um “bitter” digestivo batizado com seu sobrenome. O século 19 disseminou o hábito de se consumir após as refeições bebidas feitas à base de cascas de árvore, raízes, frutas e sementes, que facilitavam a digestão da comida pesada que, naquela época, era conservada em banha animal.

Depois de passar pelas mesas da família real da Itália, da Áustria, da Alemanha e do czar da Rússia, a marca desembarcou no Brasil em 1883, quando o país já acumulava algumas décadas de imigração alemã.

A chegada de Paul à América do Sul 85 anos atrás era a última etapa de um périplo que passou por quase 50 países, uma viagem sensorial para descobrir novos ingredientes – a essa altura a Underberg já usava ervas de mais de 40 países – e prospectar novos negócios.

Paul Underberg
Image captionUnderberg pouco antes da partida para o Rio, em Friedrichshafen, e já na capital carioca | Foto: Divulgação

Ele foi da Amazônia ao extremo sul do Brasil e chegou à Argentina, onde os descendentes de italianos mantinham o costume dos pais de tomar “amaro”, nome que a Itália deu ao “bitter”.

De volta à capital carioca, o alemão decidiu que não queria mais voltar para casa.

“Paul desembarcou no Rio de Janeiro e encontrou uma sociedade sofisticada, que em nada lembrava a tensão da Europa pré-guerra”, diz André Wollny, atual presidente da empresa na América Latina.

Paul Underberg na Amazônia
Image captionRegistro da viagem à Amazônia | Foto: Divulgação

Amor nos trópicos

Foi no Rio que ele conheceu Erna von Knapitsch, imigrante austríaca que fugira para o Brasil em meados dos anos 1930, depois que o exército de Hitler invadiu seu país.

Erna vinha tendo problemas com os soldados que monitoravam a fazenda da família em Kärnten, no sul da Áustria.

Propaganda da marca
Image captionPublicidade da marca com o mascote da época, “seu” Tonico Underberg | Foto: Divulgação

“Durante as refeições ela sentava à mesa com os prisioneiros que trabalhavam na fazenda e dava-lhes a mesma quantidade de comida que a família recebia. Isso deixava os soldados muito irritados”, conta a atual presidente da empresa, Hubertine Underberg-Ruder, sobrinha-neta de Paul, com base nos escritos deixados pela tia-avó.

Discordante do regime, Erna migrou para a Hungria e depois veio para o Brasil.

Já casados, o alemão e a austríaca construíram uma chácara no Alto da Boa Vista, na zona norte do Rio, e importavam a Underberg concentrada da Alemanha para finalizá-la no Brasil.

Segunda Guerra

Quando a Segunda Guerra Mundial estourou, em 1939, as matérias-primas pararam de chegar à fábrica em Rheinberg, no extremo oeste do Alemanha, e o fornecimento do concentrado da bebida para o Rio foi interrompido.

Paul decidiu então tropicalizar a receita com o que descobriu no norte do Brasil. Naquela época, a Underberg já era um “clássico de botequim” no Rio de Janeiro, diz Wollny.

Veículo de representante comercial da Underberg
Image captionRepresentante comercial tenta chegar ao destino em estrada de terra no Rio Grande do Sul | Foto: Divulgação

Quem fazia propaganda aqui era o “seu Tonico Underberg”, personagem que repetia nas páginas das revistas o bordão “um cálice por dia dá saúde e alegria”.

Com o fim do conflito, em 1945, a matriz na Alemanha retomou a produção e lançou a versão monodose da bebida. A garrafinha de 20 ml, que sobrevive até hoje, foi uma estratégia para retomar as vendas em um país destruído pela guerra, onde não havia praticamente emprego e as famílias viviam com muito pouco.

No Brasil, Paul e Erna ainda vendiam como Underberg uma receita diferente da que saía da fábrica alemã. Já comandada pela quarta geração da família, a sede passou a exigir que a empresa brasileira mudasse o nome da bebida – o que só aconteceria quase meio século depois, em 2005.

Paul morreu de câncer em 1959. Ele e Erna não tiveram filhos. Segundo Hubertine, o contrato assinado pelo tio-avô nos anos 30 que lhe dava direito de explorar a marca no Brasil também previa que ele a devolvesse à família caso não deixasse herdeiros.

Secretamente, contudo, ele passou a companhia para o nome de sua esposa, que continuou produzindo e vendendo a Underberg “tropicalizada” nas décadas seguintes.

Fábrica da Underberg no Rio de Janeiro
Image captionA fábrica do Rio de Janeiro nos anos 1930 | Foto: Divulgação

Foram 50 anos de disputa até que, aos 90 anos, a viúva concordou que os Underberg assumissem o negócio.

A versão brasileira foi rebatizada de Brasilberg e a original voltou a ser importada da Alemanha.

Em expansão internacional, a Brasilberg hoje é vendida no Paraguai, Uruguai, no México e na Europa e vai ganhar uma nova fábrica no Rio de Janeiro, na cidade de Miguel Pereira, prevista para 2018.

O segredo

Garrafa pequena de Underberg
Image captionA garrafa de 20 ml foi criada logo após a Segunda Guerra, quando o número de desempregados na Alemanha era alto | Foto: Divulgação

A receita da Underberg é mantida em segredo há 170 anos. Além da família, muito religiosa, a fórmula da bebida sempre foi confiada a pelo menos um padre católico. Não há registro escrito.

“Até pouco tempo eram dois padres na Alemanha, mas nós passamos para um terceiro, mais jovem, porque um deles já está velhinho”, diz Underberg-Ruder, que se tornou “Geheimnisträger”, algo como “guardiã do segredo”, quando se preparava para assumir a empresa, no começo dos anos 2000. No total, seis pessoas dominam o método de produção, chamado de “semper idem”.

Paul trouxe para o Brasil a tradição, que se mantém até hoje. Aqui, a receita da Brasilberg é guardada por um monge beneditino. Isso é tudo o que Underberg-Ruder fala sobre o assunto. O resto é segredo.

http://www.bbc.com/portuguese/brasil-41031695?utm_source=FBPAGE&utm_medium=Deutschland.de&utm_content=100000106221305+&utm_campaign=%5BGLOBAL%5D

A Revolução Educacional na Tunísia

Por Amel Karboul

“Eu sou o produto de uma corajosa ação de liderança.  O primeiro presidente após a Independência da Tunísia, Habib Bourguiba decidiu investir 20% do orçamento nacional em educação.  Sim 20%.  Uma taxa considerada muito alta para os padrões atuais.
Muitas pessoas protestaram.  E a infraestrutura,  a eletricidade, as rodovias, a água encanada não são importantes?  Eu diria: ‘a infraestrutura mais importante que temos são as mentes, as mentes intruidas’. 
O presidente Bourguiba ajudou a implantar educação gratuita de qualidade, para todos os meninos e meninas.  Eu e milhões de tunisianos tem uma divida com essa decisão histórica.  Foi isso que me trouxe até aqui, hoje…..”

Essas são as palavras iniciais da palestra proferida por Amel Karboul na TED Talks, confira:

Karboul é escritora, politica e filantropa tunisiana.  Graduou-se e pos-graduou-se em Engenharia Mecânica no Karlsruhe Institute of Technology na Alemanha.
 
Antes de ocupar cargos políticos, Karboul passou por diversas experiências profissionais, como na Mercedes-Benz, na DaimlerChrysler, no Boston Consulting Group e no Neuwaldegg Consuslting Group em diversos países nos 4 continentes. 
 
Atualmente ela é Ministra de Turismo da Tunísia