Autor: bunkermarlonadami

Sobre as denúncias de trabalho escravo

Em 2015, dezoito peruanos fugiram de uma oficina de costura na zona leste de São Paulo e correram para uma delegacia. Contaram trabalhar 17 horas por dia e que um vigia os proibia de sair da oficina.
Um ano antes, motoristas da mineradora Milplan, de Minas Gerais, foram flagrados trabalhando com carteira assinada, férias, recesso remunerado no fim de ano e 13º salário. Como ganhavam adicional de horas extras, alguns trabalhavam mais que doze horas por dia.
O leitor há de concordar que as duas situações são bem diferentes. A primeira tem restrição de liberdade e obviamente motiva um processo criminal e a prisão do dono da oficina. Já na segunda há, se muito, uma irregularidade trabalhista.
Apesar disso, os dois casos renderam acusações do mesmo crime. Um fiscal considerou excessiva a quantidade de horas extras dos motoristas e enquadrou a mineradora por manter trabalhadores em “regime análogo à escravidão”.
A maioria das denúncias de trabalho escravo que aparecem nos jornais é como o segundo caso. Não há dívidas ou documentos retidos, resgate ou libertação de trabalhadores. As denúncias nem de longe preenchem os requisitos da Convenção 29 da Organização Internacional do Trabalho (OIT), segundo a qual trabalho escravo é aquele “executado por alguém sob ameaça de sanção ou para o qual a pessoa não se ofereceu espontaneamente”.
Ou seja: “trabalho análogo à escravidão” simplesmente não é aquilo que a OIT, a maioria dos países e os cidadãos em geral entendem por trabalho escravo.
Essa confusão acontece porque, até semana passada, o Brasil considerava como análogo à escravidão o trabalho com “jornada excessiva” e “condições degradantes”. Como cabia aos fiscais do Trabalho decidir, de maneira totalmente subjetiva, o que são condições degradantes, a regra dava margem a interpretações fantasiosas.
Em 2013, a fiscalização encontrou vinte funcionários de uma construtora de Belo Horizonte que tinham registro na carteira, recebiam horas-extras e adicionais de produção. Um pedreiro disse que ganhava 5 mil por mês. Como não havia lençóis nos beliches do alojamento e os banheiros estavam sujos, o fiscal enquadrou a construtora como escravista.
O alojamento era, de fato, precário, mas muitos dos trabalhadores poderiam achar que a remuneração compensava. Um salário de 5 mil reais, afinal, colocava o funcionário entre os 20% de brasileiros mais ricos daquele ano. Como revelou a revista Exame, casos assim são comuns.
Também em Minas Gerais, o Ministério do Trabalhou já considerou escravos pedreiros com salário de R$ 5 mil por mês — que estavam facilmente entre os 20% de brasileiros mais ricos. Como não havia lençóis nos beliches do alojamento e os banheiros estavam sujos, o fiscal enquadrou a construtora como escravista. O alojamento era, de fato, precário, mas muitos dos trabalhadores poderiam perfeitamente achar que a remuneração compensava. Como revelou a revista Exame, casos assim são comuns
[N. do E.: como lembro o site O Antagonista, “Havia produtor rural sendo acusado de “trabalho escravo” por auditores petistas porque o trabalhador preferia almoçar debaixo de uma árvore em vez de no refeitório, ou porque a altura das camas dos dormitórios diferia um pouco da norma — e lá ia o empregador parar na “lista suja” do Ministério do Trabalho.]
Da portaria que o Ministério do Trabalho publicou na segunda-feira (16/10/2017), o ponto mais relevante é a necessidade de haver restrição de liberdade para se falar em escravidão. Essa mudança vai evitar muitos imbróglios jurídicos que resultam em nada. Depois de todo escarcéu das operações do Ministério Público do Trabalho e do linchamento público, mais de 90% das empresas denunciadas são inocentadas na Justiça criminal.
A mudança também vai, enfim, conter os ativistas, blogueiros, fiscais e procuradores que usam o termo “trabalho escravo” de forma sensacionalista, para chamar a atenção do público e ganhar prêmios, audiência e financiamentos.
O pior de tudo é que esse sensacionalismo não ajuda os trabalhadores. Acaba eliminando alternativas de quem já tem poucas opções de trabalho. Como os próprios ativistas admitem, muitos “libertados” nas operações acabam ingressando em empregos bem parecidos semanas depois.
Isso quando há empregos. As grifes, correndo o risco de terem a reputação manchada por algum fiscal que se considera herói da luta de classes, pensam muitas vezes antes de abrir fábricas no Brasil. Muitas já se mudaram para o Paraguai, o novo pólo de empresas brasileiras.

Mises Brasil

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Para uma sociedade evoluir é necessário que ela seja homogênea?

A questão que eu havia analisado há muito tempo diz respeito a uma falácia histórica e econômica básica que recentemente voltou com força total: a alegação de que a sociedade precisa de homogeneidade para que possa haver ordem, progresso e liberdade.
Essa é uma das principais reivindicações da direita nacionalista e de seus simpatizantes (e, de uma maneira diferente, também da esquerda progressista e da extrema-esquerda).
É essa crença o que os leva a rejeitar a liberdade como um meio de progresso e a abraçar o controle estatal sobre a demografia.
E ela é completamente errada. Caso já tenha se deparado com ela, esse artigo é para você.
Começo com um caso que ocorreu comigo no passado. Antes de sua morte, o famoso escritor e teórico “nacional-socialista” Samuel Francis, autoproclamado fascista, conversava comigo durante um almoço. Eu estava tagarelando sobre a liberdade, como de costume. E então ele me interrompeu e disse, parafraseando: “Os direitos humanos e a liberdade são slogans que usamos. Muito mais fundamental é a demografia. Você precisa ter homogeneidade para que a sociedade seja ordenada e funcione adequadamente. Sem isso, não há qualquer chance de haver direitos e liberdades”.
Francis estava certo?
Não respondi nada porque eu realmente ainda não havia pensado muito sobre aquilo. Será que ele estava certo? Você não ouve esse tipo de asserção na universidade. As pessoas que falam assim são politicamente incorretas, e não dizem algo do tipo em companhias mais chiques e elitizadas. Esse posicionamento leva a pensamentos proibidos e tende à celebração de pecados cívicos como o racismo, o sexismo e a xenofobia. Então, eu nunca tinha pensado com muita ênfase nisso. Isso significa que eu fui pego de surpresa. Fiquei um pouco confuso.
Demorou alguns dias, mas cheguei a uma conclusão A liberdade não é a consequência da homogeneidade. Ela é a solução para o aparente problema da heterogeneidade. A liberdade cria instituições como arranjos comerciais que geram oportunidades para transações e livre comércio. Tais arranjos criados pela liberdade permitem que as transações comerciais e os aprendizados sejam mutuamente benéficos. A maneira como a liberdade reconcilia as diferenças entre as pessoas — e cria riqueza a despeito das divergências — é exatamente a fonte de sua grande magia.
Retroceda no tempo e pense no fim das guerras religiosas. Os pensadores do Iluminismo propuseram que a solução para as diferenças religiosas não era a queima de hereges e a imposição de um credo oficial, mas sim permitir que as pessoas acreditassem no que quisessem desde que não agredissem as outras. E o sistema funcionou. De quantas maneiras diferentes essa ideia de liberdade funcionaria? Gradualmente, esse conceito de liberdade passou a influenciar os discursos, a imprensa e o comércio. No fim, levou à ampla emancipação dos escravos e das mulheres. Criou um mundo novo, no qual o poder do estado foi restrito e contido, e desmantelou o antigo mundo baseado em uma hierarquia compulsória.
Você não precisa ser um profundo conhecedor de história. Visite um agitado bairro comercial de qualquer grande metrópole e observe o fervilhante mosaico de etnias, idiomas, religiões, raças e culturas. Ali, todas as pessoas estão comprando, vendendo e interagindo de acordo com seus próprios termos. Por que não há o caos? Por que há a coexistência? Porque a presença de uma liberdade comercial permite que todos busquem seu interesse próprio de uma maneira que também beneficia aos outros. Eis aí a beleza da mão invisível em ação.
A alegação de que a liberdade é pré-condicionada à semelhança da população ignora o próprio problema que a liberdade resolve com grande eficiência. Afinal, qual é o problema que a ordem social está tentando resolver? Ela busca fornecer um arranjo em que as pessoas prosperem como indivíduos. Com efeito, um arranjo em que todo o grupo tenha uma oportunidade de uma vida melhor. As diferenças entre as pessoas são resolvidas pela liberdade. Esta foi uma visão que mudou o mundo para melhor.
Com efeito, concluí que quando há uma pequena tribo da mesma raça, língua, religião e normas culturais, a questão da liberdade não precisa nem ser levantada. A coordenação do grupo ocorre devido ao conhecimento pessoal, à comunicação verbal e às expectativas iguais em relação às necessidades, que são semelhantes para todos. E, geralmente, há um único líder.
O problema é que uma unidade tribal homogênea e isolada, gerenciada desde cima, sempre será pobre — praticamente vivendo de subsistência, como as pequenas tribos da Amazônia hoje —, pois o modelo não permite a expansão da divisão do trabalho. Pode funcionar em algumas condições raras. Mas, na ampla maioria das vezes, a vida sob uma homogeneidade imposta tende a se degenerar naquilo que Thomas Hobbes disse sobre o estado da natureza: sórdida, brutal e curta.
O impulso para se integrar
A liberdade, por outro lado, recompensa uma crescente integração voluntária entre pessoas de todos os tipos. Ela faz com que seja lucrativo para todos praticá-la. Você é perfeitamente livre para ser fanático, racista e avesso a todas as outras visões religiosas e diferentes estilos de vida. Porém, quando se trata de melhorar sua vida, você prefere lidar com um médico judeu a ter um ataque cardíaco, almoçar em um restaurante de comidas árabes, contratar um imigrante mexicano para reformar seu banheiro, ouvir sua banda pop favorita integrada por negros, e assim por diante.
E sabe o que acontece? Gradualmente, sob estas condições, o modo de agir primitivo e tribalista começa a diminuir.
É exatamente por isso que qualquer regime que busque impor a homogeneidade deve necessariamente se voltar contra o mercado e a favor da coerção. Vale lembrar que o Partido Nazista, no início, incentivava apenas apenas boicotes pacíficos a estabelecimentos comerciais judaicos, protestos com cartazes na frente das lojas, e outras ações similares, e deu instruções explícitas para que ninguém fosse agredido. Isso não funcionou. As Leis de Nurenberg foram uma medida desesperada para resolver o “problema” de o mercado não ter excluído as pessoas.
Ou então pense na experiência americana. Havia um pânico generalizado sobre a imigração no final do século XIX. E não pelo fato de os imigrantes estarem “roubando empregos”, mas pelo fato de que a presença de judeus, italianos, eslavos e irlandeses diluiria a raça americana. Políticas e teorias malucas foram apresentadas e acabaram levando a medidas totalitárias, como a eugenia forçada, as licenças para casamentos, conspirações para executar negros etc — tudo justificado em prol de se manter a homogeneidade.
Porém, dado que o anseio por pureza racial e cultural sempre é e sempre será frustrado pela existência da liberdade, o passo seguinte sempre acaba sendo o mesmo: a violência em massa.
Há outro fato que torna todo o clamor por homogeneidade uma tolice: a realidade de que ninguém é igual a ninguém. No fundo, todos sabemos disso. Pense em um amigo que possui a mesma religião, raça, linguagem e sexo que você. Agora, pense nos valores seus que diferem dos dele. Sempre existira a possibilidade de conflito porque não há duas pessoas iguais. Suas amizades sobrevivem apesar disso, pois você valoriza sua amizade mais do que as diferenças. Vale mais ser amigo do que se tornar inimigo.
Expanda esse modelo para toda a ordem social e você começará a entender como e por que as diferenças não levam ao conflito, à desordem e ao ressentimento, mas sim à amizade, à prosperidade e ao engrandecimento.
Toda essa conversa sobre acabar com a diversidade é uma obsolescência. Não existe uma raça pura, nenhuma religião verdadeiramente ortodoxa, nenhuma linguagem sem variação ou incorporação de estrangeirismos, nenhuma unidade suprema entre duas pessoas em termos de pensamento, palavra ou ação. Ninguém age ou pensa como um grupo ou um coletivo. O mundo social sempre será uma constelação de diferenças.
Por isso, precisamos do melhor sistema social possível para lidar com esse fato e fazer algo bonito emergir dele.
A nova percepção
Fiquei extremamente satisfeito ao dar por resolvido esse problema em minha mente. Tal como acontece com a maioria dos conflitos intelectuais, você se torna melhor como resultado. No fim, passei a ter uma ainda maior apreciação e compreensão do que a liberdade significa para o mundo. Outros estudos posteriores apenas reforçaram a minha convicção de que todo o propósito da liberdade é fazer com que a heterogeneidade radical funcione para todos.
É por isso que fiquei tão extasiado com La Convivencia, o período de 700 anos (731-1492) antes da Alta Idade Média, quando o islamismo, o judaísmo e o cristianismo coexistiram visando ao seu melhoramento mútuo (que todos os grupos foram beneficiados por essa associação é algo que ninguém questiona, apesar do debate em curso sobre quanta tolerância realmente existia).
Compreender o incrível poder da heterogeneidade significa adotar uma visão diferente em relação à própria sociedade. Significa abraçar a principal reivindicação liberal: a sociedade não precisa de dirigentes atuando de cima para baixo, pois contém em si a capacidade de sua própria administração. Igualmente arrebatadora é a ênfase de Frédéric Bastiat na harmonia como sendo o meio pelo qual vivemos vidas melhores.
Em contraste, a postura mental de que a homogeneidade é uma condição necessária leva a uma série de estranhas obsessões sobre conflitos intermináveis na sociedade. Você começa a exagerá-los em sua mente. Parece que você está cercado por uma infinidade de guerras insolúveis. Há uma guerra entre negros e brancos, homens e mulheres, gays e heteros, cristianismo e islamismo, pessoas com e sem deficiência, “nosso país” versus “o país deles”, e assim por diante. Esta é a mentalidade típica que une a extrema-esquerda e a direita nacionalista.
E, adivinhe só? Se você constrói um estado grande, que a tudo deve regular, esses conflitos realmente parecem ser mais reais do que são, simplesmente porque o estado joga as pessoas umas contra as outras. Você começa a odiar um grupo porque seus membros não votaram em seu candidato, porque eles recebem mais dinheiro de impostos, ou porque eles defendem várias formas de restrição à sua liberdade. Graças a esse estado intervencionista, você sente como se estivesse cercado por inimigos e mal enxerga a possibilidade de compreensão humana.
Liberdade e diferença
Voltemos à afirmação original de Samuel Francis, hoje amplamente compartilhada e promovida por nacionalistas coletivistas e seus simpatizantes. Não há nada de novo nela. Os oponentes da liberdade têm insistido neste caminho errado por cerca de 200 anos, como eu explico em meu mais recente livro.
“Você precisa ter homogeneidade para que a sociedade seja ordenada e funcione adequadamente”, dizia Francis. Esta afirmação equivale a uma rejeição do próprio liberalismo. Portanto, vamos corrigi-la. Você tem que ter liberdade para lidar com a realidade inescapável da heterogeneidade. É o anseio por semelhança que leva ao conflito, ao despotismo e a vidas humanas empobrecidas.

Jeffrey Tucker é o CEO do Liberty.Me e diretor de conteúdo da Foundation for Economic Education.

Para mais ou menos….mas ESQUERDISMO É DOENÇA!!!!

WASHINGTON, EUA — Justamente quando os esquerdistas estavam pensando que é seguro começarem a se identificar como esquerdistas, um aclamado e experiente psiquiatra está defendendo a tese de que a ideologia que os motiva é realmente uma desordem mental.

“Com base em convicções e emoções impressionantemente irracionais, os esquerdistas modernos persistentemente minam os princípios mais importantes sobre os quais foram fundadas nossas liberdades”, diz o Dr. Lyle Rossiter, autor do livro recém publicado “The Liberal Mind: The Psychological Causes of Political Madness” (A mente esquerdista: as causas psicológicas da loucura política). “Como crianças mimadas e coléricas, eles se rebelam contras as responsabilidades da vida adulta e exigem um governo paternal para lhes suprir as necessidades desde o começo até o fim da vida”.
Embora os ativistas políticos do outro lado do espectro tenham feito observações semelhantes, Rossiter ostenta credenciais profissionais e uma vida virtualmente livre de ativismo e ligações com “a vasta conspiração direitista”.
Por mais de 35 anos ele tem diagnosticado e tratado de mais de 1.500 pacientes como psiquiatra clínico credenciado e ele já examinou mais de 2.700 casos civis e criminais como psiquiatra judicial credenciado. Ele recebeu seu treinamento médico e psiquiátrico na Universidade de Chicago.
Rossiter diz que só dá para entender como desordem psicológica o tipo de esquerdismo que Barack Obama e sua oponente democrática Hillary Clinton demonstram.
“Um cientista social que entende a natureza humana não fará vista grossa aos papéis vitais da livre escolha, cooperação voluntária e integridade moral — como fazem os esquerdistas”, diz ele. “Um líder político que entende a natureza humana não ignorará as diferenças individuais em talento, impulso, apelo pessoal e ética profissional, e então tentará impor igualdade econômica e social na população — como fazem os esquerdistas. E um legislador que entende a natureza humana não criará um ambiente de leis que sobrecarrega os cidadãos com regulamentos e impostos, corrompe o caráter deles e os reduz a funcionários do Estado — como fazem os esquerdistas”.
O Dr. Rossiter diz que a agenda esquerdista explora as fraquezas e sentimentos de inferioridade da população da seguinte forma:
* criando e reforçando percepções de vitimização;
* satisfazendo reivindicações imaturas de direitos, privilégios e compensações;
* aumentando os sentimentos primitivos de inveja;
* rejeitando a soberania do indivíduo, subordinando-o à vontade do governo.
“Dá para identificar as raízes do esquerdismo — e suas loucuras associadas — compreendendo como as crianças se desenvolvem desde a infância até a vida adulta e como um desenvolvimento distorcido produz convicções irracionais da mente esquerdista”, diz ele. “Quando a mente esquerdista moderna se queixa de vítimas imaginárias, se enfurece contra vilões imaginários e busca acima de tudo o mais administrar a vida de pessoas que têm competência própria para administrar suas próprias vidas, fica dolorosamente óbvia a neurose da mente esquerdista”.

Fonte: WND

1810: Primeira edição da Oktoberfest

A primeira Oktoberfest de Munique, em 1810, nada tinha a ver com a multidão de turistas, enormes canecos de cerveja e o parque de diversões da atual festa na capital da Baviera. Naquela época, foi instituída uma corrida de cavalos para comemorar o casamento do príncipe herdeiro Ludwig, mais tarde rei Ludwig 1º, com a princesa Therese von Sachsen-Hildburghausen.
O casamento que deu origem à Oktoberfest
A festa, para a qual estavam convidados todos os moradores de Munique, aconteceu num parque longe do centro, batizado Theresienwiese, em homenagem à noiva. Lá, acontece a Oktoberfest ainda hoje, se bem que numa área maior e asfaltada.
O encerramento e ao mesmo tempo ponto alto da festa foi a corrida de cavalos, com a presença da família real da Baviera. O enorme sucesso fez com que fosse marcada outra festa para outubro do ano seguinte, e assim começou a tradição.
Na segunda edição da festa popular, foi acrescentada uma exposição agrícola à prova hípica. A intenção era prestigiar o setor primário bávaro, o que explica a presença de produtos rurais e carroças ainda hoje no desfile de abertura da Oktoberfest.
Em 1818, foi instalado o primeiro carrossel (do que hoje virou um enorme parque de diversões) e as primeiras tendas de cervejarias. Hoje em dia, já não há mais corridas de cavalos na Oktoberfest.
Muita coisa, entretanto, permaneceu e foi ampliada. Virou tradição que a maior festa da cerveja do mundo encerre no primeiro final de semana de outubro, sendo seu início marcado para exatos 16 dias antes.

Caça às bruxas continua…Alemã de 88 anos é condenada por negar Holocausto

A alemã Ursula Haverbeck, de 88 anos, foi condenada nesta segunda-feira (16/10) a seis meses de prisão por refutar o assassinato em massa de milhões de judeus na Alemanha nazista. A octogenária, que já recebeu uma série de condenações por negar o Holocausto, foi apelidada pela mídia alemã de “vovó nazista”.
Desta vez, a acusação envolveu um evento em Berlim em janeiro de 2016, no qual Haverbeck afirmou que o Holocausto não existiu e que “nada é verdadeiro” nas câmaras de gás do antigo campo de concentração nazista de Auschwitz.
Ela nega a acusação e anunciou que irá recorrer da sentença. A idosa alega que suas palavras foram citações de um livro que ela apresentou na ocasião. O tribunal no entanto, afirmou, com base numa gravação em vídeo, que se tratava de seu próprio discurso.

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Haverbeck voltará a será julgada em 23 de novembro em Detmold, no oeste da Alemanha. Ela apelou contra dois veredictos emitidos por um tribunal da cidade depois que ela enviou uma carta ao prefeito e a vários meios de comunicação refutando o genocídio de judeus entre 1941 e 1945. Certa vez, em entrevista à televisão, Haverbeck declarou que o Holocausto foi “a maior mentira da história”.
No julgamento em Detmold no início deste ano, Haverbeck desafiadoramente distribuiu a jornalistas e ao juiz um panfleto intitulado “Somente a verdade te libertará”. Por meio do texto no panfleto, ela novamente negou as atrocidades cometidas pelos nazistas.
Haverbeck e seu falecido marido, Werner Georg Haverbeck, que era um membro ativo do Partido Nacional-Socialista Alemão dos Trabalhadores (NSDAP), na época da Segunda Guerra, fundaram um centro educacional de direita chamado Collegium Humanum, que está banido desde 2008. Ela também escreveu para a revista alemã de direita Stimme des Reiches (Vozes do Império, em tradução livre) negando a existência do Holocausto.
“Mentira de Auschwitz”
Em agosto, ela foi condenada a dois anos de prisão devido aos textos publicados na revista. No julgamento, Haverbeck falou de uma “mentira de Auschwitz”, alegando que não era um campo de extermínio, mas apenas um campo de trabalho.
Haverbeck também apresentou acusações contra o Conselho Central de Judeus da Alemanha por “perseguir pessoas inocentes”.
De acordo com a legislação da Alemanha, a incitação ao ódio é uma infração penal muitas vezes aplicada a indivíduos que negam ou banalizam o Holocausto. O crime prevê entre três meses e cinco anos de detenção. Haverbeck ainda não cumpriu suas sentenças porque apelou de todos os veredictos, com audiências ainda em curso.

http://www.dw.com/pt-br/alem%C3%A3-de-88-anos-%C3%A9-condenada-por-negar-holocausto/a-40974633

Princípios satânicos têm moral superior a dos 10 Mandamentos

A americana Valerie Tarico, psicóloga e autora de livros sobre religião, concluiu que os 7 Princípios Fundamentais do Templo Satânico, com sede em Massachusetts (EUA), são moralmente superiores aos Dez Mandamentos.
Os princípios satânicos são os seguintes:

1 – Esforce-se para agir com compaixão e empatia para com todas as criaturas, em conformidade com a razão.

2 – A luta pela justiça é uma busca constante e necessária que deve prevalecer sobre as leis e instituições.

3 – O corpo é inviolável, sujeito somente à vontade de sua pessoa.

4 – As liberdades de outros devem ser respeitadas, incluindo a liberdade de ofender. Quem usurpar as liberdades de outra pessoa estará renunciando a sua própria liberdade.

5 – As crenças devem estar de acordo com o melhor conhecimento científico do mundo. Deve-se tomar cuidado para nunca distorcer fatos científicos para não adequá-los às nossas crenças.

6 – As pessoas são falíveis. Se cometerem erro, devemos fazer o nosso melhor para corrigi-las e resolver qualquer mal que elas podem ter causado.

7 – Cada princípio é um princípio orientador criado para inspirar nobreza na ação e pensamento. O espírito de compaixão, sabedoria e justiça devem sempre prevalecer sobre a palavra escrita ou falada.

Tarico escreveu que quem for intelectualmente honesto perceberá de imediato que os princípios da Igreja Satânica são mais equânimes e justos do que os Dez Mandamentos.

São princípios que seguidores da seita têm procurado colocar em prática. Tanto que, diferentemente de cristãos, os satanistas dos Estados Unidos estão na vanguarda da luta pelos direitos da mulher ao aborto e pela igualdade da aplicação de leis aos homossexuais.

Os satanistas são aliados dos ateus, agnósticos e livre pensadores na defesa da separação entre Estado e Igreja.

Percebe-se, nos princípios, que a Igreja Satânica não tem nada a ver com a figura de Satã construída por cristãos e muçulmanos.

Para uma comparação, seguem os Dez Mandamentos:

1 – Amar a Deus sobre todas as coisas.

2 – Não tomar seu santo nome em vão.

3 – Guardar domingos e festas de guarda

4 – Honrar Pai e Mãe

5 – Não matar

6 – Não pecar contra a castidade

7 – Não roubar

8 – Não levantar falso testemunho

9 – Não desejar a mulher do próximo

10 – Não cobiçar as coisas alheias
Tarico  observou que os três primeiros mandamentos não se referem à moralidade humana, mas sobre como adorar a Deus.

Além disso, os princípios satânicos são mais otimistas, expressando compaixão quando evitam as negativas dos mandamentos bíblicos, como “’não’ tomar seu santo nome em vão” e “’não’ pecar contra a castidade”.

Os princípios satânicos expressam valores igualitários que vão além de fronteiras tribais, diferentemente dos Dez Mandamentos, que endossam a visão de que mulheres, como os escravos, são propriedade dos homens.

Além disso, no contexto bíblico, os Mandamentos não têm nenhuma credibilidade.

O 5º Mandamento, por exemplo, diz “não matar”, mas há na Bíblia cerca de 2,5 milhões de assassinatos em nome de Deus.

Christopher Hitchens (1949-2011), em seu livro “Deus não é Grande, como a religião envenena tudo”, observou que os Dez Mandamentos mostram a índole do tempo em que foram escritos pelo que eles não dizem.

Não há nada, escreveu ele, sobre proteção das crianças, contra a crueldade, contra o estupro, nada sobre escravidão e nada sobre genocídio.

E por quê?

Porque tudo isso era permitido aos escolhidos por Deus. O próprio Moisés, que teria recebido os Mandamentos de Deus, foi um assassino em massa.

A ironia é que, pelo relatos bíblicos, Satã é o responsável pela morte de apenas 9 ou 10 pessoas.